Após ser alvo de dezenas de denúncias e reclamações sobre cancelamento de voos e falta de atendimento a passageiros, a Companhia Azul Linhas Aéreas foi, novamente, notificada pelo Instituto de Defesa do Consumidor do Amapá (Procon-AP).
Nesta terça-feira (14), fiscais foram até a sede da empresa no Aeroporto Internacional Alberto Alcolumbre, em Macapá, acompanhados do diretor-presidente do órgão, Luís Pingarilho, e do presidente da OAB-AP, Auriney Brito, que também passou pelo constrangimento da falta de atendimento e apoio por parte da empresa no dia anterior.
O Procon deu prazo de 48 horas para que a empresa aérea explique sobre a falta de informações, atendimento, atrasos, cancelamentos injustificados e os preços absurdos das passagens – que em alguns casos chegam a custar R$ 6 mil de Macapá (AP) para Belém (PA) – viagem que dura 35 minutos aproximadamente.
Pingarilho afirmou, ainda, que uma das reclamações mais frequentes são de que o guichê da companhia onde é feito o check-in é fechado uma hora antes do voo, deixando passageiros sem atendimento e informações.
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Fiscais foram acompanhados do diretor do Procon e do presidente da OAB. Fotos: Divulgação
“É uma situação já corriqueira, que o Procon tem recebido diversas denúncias sobre isso”, reforçou.
Além disso, afirmou o diretor-presidente, a empresa será notificada para uma audiência na sede do órgão, com a presença da OAB-AP, para falar das providências que pretende adotar para sanar os problemas.
Auriney Brito informou que também pediu abertura de procedimento contra a empresa GOL por motivos semelhantes que precisam ser apurados.
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Empresa será notificada para uma audiência na sede do órgão, com a presença da OAB-AP, para falar das providências que pretende adotar para sanar os problemas
“A sociedade amapaense está refém do oligopólio formado pelas empresas aéreas que atendem a região, sem um mínimo de respeito aos idosos, crianças, trabalhadores e famílias amapaenses. Uma falha de mercado que precisa de atenção e urgente rigor regulatório. Através da OAB, buscaremos todas as medidas possíveis para proteção da relação de consumo. Se a empresa está sem funcionários ou estrutura para operar dentro da legalidade, deve suspender as atividades e abrir espaço para outras com condições”, afirmou o presidente da OAB-AP.
Na última sexta-feira (10), o portal SN.com acompanhou o caso de passageiros que ficaram “presos” em Macapá por conta de um cancelamento de voo pela Azul. Eles já estavam na sala de embarque quando receberam a notícia.
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Auriney: “A sociedade amapaense está refém do oligopólio formado pelas empresas aéreas que atendem a região, sem um mínimo de respeito aos idosos, crianças, trabalhadores e famílias amapaenses”
Passageiros se queixaram da falta de apoio da companhia, que teria alegado a eles problemas técnicos na aeronave.
A reportagem do Portal SN foi até o balcão da Azul Linhas aéreas, mas não havia ninguém.