Da REDAÇÃO
Alvo de operação da Polícia Federal na manhã desta terça-feira (16), o vereador de Macapá, Pedro DaLua (PSC-AP), teve celulares de serviço e particulares apreendidos.
A casa dele foi um dos 16 endereços alvos de mandados de mandados de busca e apreensão da Operação Preposto, que investiga crimes eleitorais cometidos no pleito de 2022, quando o parlamentar foi candidato a deputado federal, sem sucesso.
Além do endereço dele em Macapá, outros 15 na capital e nos municípios de Santana e Laranjal do Jari foram ‘visitados’ por agentes federais e policiais militares, que deram apoio na operação.
Segundo a PF, a Operação Preposto é um desdobramento da Operação Maquilagem, deflagrada em outubro do ano passado para apurar esquema de compra de votos e captação de pessoas para candidaturas femininas fraudulentas com recursos do fundo partidário.
Mas, na operação desta terça, a PF investiga o transporte irregular de eleitores e violação de sigilo do voto.
Após o cumprimento do mandado em sua residência, DaLua afirmou, em nota, que seu nome foi envolvido nas investigações porque alvos da Operação Maquilagem o apoiaram na campanha de 2022.
O vereador disse ter prestado informações aos agentes federais e entregado aparelhos telefônicos. Também afirmou que vai manifestar nos autos assim que tiver acesso ao conteúdo do inquérito.
Para o vereador, o anúncio de sua pré-candidatura a prefeito de Macapá, despertou em adversário adversários reação com mentiras. Por fim, DaLua afirmou que tem total interesse na apuração.
Veja a nota de esclarecimento do vereador na íntegra:
“O vereador Pedro DaLua vem a público se manifestar sobre a ação de busca e apreensão da Polícia Federal que investiga suposto transporte irregular de eleitores nas eleições de 2022 e supostas candidaturas laranjas de mulheres.
A ação é desdobramento da operação Maquilagem, deflagrada em outubro do ano passado. O nome do parlamentar foi envolvido porque alvos da operação ocorrida em 2022 apoiaram o então candidato a deputado federal Pedro da DaLua.
O vereador prestou informações, entregou celular e outros aparelhos de uso pessoal e requereu acesso ao inquérito, para se manifestar nos autos.
O procedimento ainda está em fase de apuração e não de processo judicial e o mandado cumprido hoje foi de busca e apreensão. Por isso, o vereador repudia as notícias falsas disseminadas com o objetivo de macular sua honra e já está tomando as medidas judiciais cabíveis para responsabilizar criminalmente seus disseminadores de fake news. Como DaLua lançou sua pré-candidatura a prefeito, seus adversários tentam a todo custo espalhar mentiras.
Pedro DaLua tem total interesse de que a apuração ocorra tanto que se colocou à disposição da imprensa tão logo foi concluída a busca em sua residência.
Ele lembrou que em 2016, após ser alvo de denúncia do Ministério Público que levou a cabo a Operação Rescisória, DaLua pediu apuração rigorosa dos fatos. E em 2021 o próprio Ministério Público Estadual requereu o arquivamento da denúncia, homologada pela justiça, o que demonstrou a sua inocência. A verdade novamente prevalecerá”.