Por SELES NAFES
Após um acordo entre as bancadas de oposição e de apoio à gestão Furlan (MDB), o presidente da Câmara de Macapá, Pedro Dalua (UB), decidiu, nesta terça-feira (25), arquivar provisoriamente a convocação do empreiteiro que denunciou na Justiça um esquema de pagamento de propinas na prefeitura de Macapá.
O procurador da CMM, Paulo Melém, ainda não emitiu um parecer definitivo sobre o recurso do vereador Bruno Igreja (MDB), líder do governo Furlan, que questiona a aprovação de dois requerimentos de convocação: um para o empresário Claudiano Monteiro e outro para o diretor da CTMac, João Mendonça. O Portal SN apurou que o parecer deverá concluir que não havia quórum para a aprovação dos requerimentos no último dia 18.
Os pedidos ainda poderão ser reapresentados nos próximos dias, mas, internamente, a avaliação da oposição é que este não será o momento adequado. Nesta terça-feira, os vereadores realizaram duas sessões para dar vazão a requerimentos e projetos considerados prioritários para a capital.
Após a reunião ordinária, eles apreciaram o projeto de lei da prefeitura de Macapá que simplifica o pagamento de tributos que geraram processos judiciais. A inclusão da matéria na pauta ocorreu após pedido do juiz Marconi Pimenta, responsável por uma vara abarrotada de processos contra contribuintes, a maioria empresas.

No último dia 14, Claudiano Monteiro voltou a afirmar que entregou dinheiro ao secretário de Obras
Diante da crise de arrecadação na prefeitura, o entendimento coletivo na Câmara é que o projeto contribuirá para aumentar a receita do município em pouco tempo.
Sobre as convocações, os vereadores da oposição, que possuem uma maioria apertada na Câmara, pretendem apresentar um novo requerimento assim que houver certeza de quórum, ou seja, não há data definida. Algumas ausências entre os vereadores da oposição têm dificultado o avanço do tema.
A intenção é ouvir Claudiano Monteiro sobre o depoimento que ele prestou em dois processos na Justiça estadual, nos quais revelou ter pago propinas ao secretário de Obras de Macapá, Cássio Cruz, alvo da Operação Plattea, da Polícia Federal, em setembro de 2024, mas que foi mantido no cargo pelo prefeito.
Em relação a João Mendonça, a ideia é questioná-lo sobre a situação das 170 fiscais demitidas pela CTMac.