Empresário que matou motociclista no trânsito é libertado

Empresário Alessandro Ulisses após o acidente; defesa convenceu juiz de que não houve dolo no caso; empresário estava preso desde 10 de agosto
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Por SELES NAFES

A Justiça do Amapá determinou a libertação do empresário Alessandro Ulisses, preso desde o dia 10 de agosto após causar um acidente de trânsito em Macapá que resultou na morte de um motocicista. A decisão, cumprida na tarde desta terça-feira (26), foi tomada pela juíza Marcela Smith, da 4ª Vara Criminal de Macapá, que revogou a prisão preventiva do acusado.

O pedido de liberdade foi apresentado pelo advogado Auriney Brito, que sustentou a tese de que o caso não poderia ser enquadrado como homicídio doloso (com intenção de matar). O argumento foi aceito pela magistrada e também pelo Ministério Público. Segundo a defesa, houve erro de tipificação jurídica ao tratar o acidente como um crime doloso.

Além do equívoco material (Alessandro não é reincidente nesse crime), houve um erro de tipicidade e percepção geral sobre os princípios que fundamentam uma prisão. Apenas esclarecemos isso e a magistrada, com muita competência e experiência, concedeu a liberdade”, comentou Brito.

Manderson era funcionário de uma empresa prestadora de serviços. Foto: Olho de Boto

RAM atingiu outros três veículos e moto ficou presa na caminhonete. Foto: Olho de Boto

Alessandro Ulisses conduzia uma caminhonete RAM na noite do dia 10, um domingo. Imagens mostraram veículo dele na contramão da Rua São Paulo, no bairro Pacoval — aparentemente ao tentar uma ultrapassagem. Ele colidiu de frente com a motocicleta conduzida por Manderson Tavares de Deus, de 39 anos. A vítima, que usava uniforme de uma prestadora de serviços do governo do Estado e seguia para o trabalho, morreu no local.

Após o impacto, a caminhonete ainda atingiu outros três veículos e por pouco o empresário não foi agredido por populares. Ele se recusou a realizar o teste do bafômetro, mas acabou autuado por embriaguez pela PM.

O empresário já foi denunciado pelo Ministério Público e o processo segue agora para uma vara comum.

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