Da REDAÇÃO
O intérprete oficial da Unidos do Viradouro, Wander Pires, desembarca em Macapá no próximo sábado (10) para comandar a celebração de aniversário de uma das agremiações mais tradicionais do Amapá. A Piratas Estilizados, que completa 52 anos de fundação nesta segunda-feira (5), organiza uma programação especial na Quadra da Escola Azevedo Costa, no bairro do Laguinho, reunindo grandes nomes do samba para comemorar a trajetória e o atual título de campeã do Carnaval amapaense.
A festa, marcada para começar a partir das 19h, contará com o tradicional “encontro das bandeiras”, recebendo escolas coirmãs, além da apresentação dos segmentos técnicos da “Mais Querida”. O intérprete oficial do grupo, Catatau, e a ala musical — acompanhados pela bateria Orquestra de Bambas — prepararam um repertório que resgata sambas-enredo históricos e sucessos que marcaram as cinco décadas de desfiles na Avenida FAB e no Sambódromo.
O evento ocorre em um momento de consagração para a escola. Após conquistar o bicampeonato e o título de campeã do Carnaval 2025 com o enredo sobre a cultura do açaí, a Piratas Estilizados reafirma seu papel como motor de inovação no estado. Historicamente, a agremiação foi pioneira ao introduzir alegorias com movimentos e iluminação, comissões de frente exclusivamente femininas e, mais recentemente, o uso de drones em suas aberturas.

Atual campeã do Carnaval, a “Mais Querida” do Laguinho celebra cinco décadas de inovações e títulos na avenida. Foto: Divulgação
Ancestralidade em 2026
Além de celebrar o passado e o título atual, a diretoria da escola utiliza a festividade para fortalecer o projeto para o Carnaval 2026. Este ano, a agremiação aposta em um enredo denso sobre ancestralidade e resistência negra intitulado “Toque o Alujá para o Alafin de Oió – A ancestralidade que ecoa nos sagrados tambores”.
A proposta narrativa explora o sincretismo religioso entre Xangô e São José, buscando combater o preconceito e valorizar a identidade do povo preto. Para a diretoria da escola, o tema reflete a maturação cultural do carnaval amapaense, indo além do entretenimento para pautar questões sociais e históricas.

Escola aposta em enredo sobre Xangô e resistência negra para o desfile do próximo ano. Foto: Divulgação

