Com turbeculose rara, morre o jornalista Erlan Bastos, aos 32 anos

Âncora do Bora Amapá, Erlan Bastos morreu neste sábado (17), em Teresina
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Por RODRIGO ÍNDIO, de Macapá (AP)

O jornalismo brasileiro perdeu, neste sábado (17), o apresentador e repórter Erlan Bastos, aos 32 anos. Ele estava internado no Hospital Natan Portella, em Teresina (PI), após enfrentar complicações de saúde que o afastaram das telas nas últimas semanas. A confirmação do falecimento foi feita pela NC TV Amapá, emissora do Grupo Norte de Comunicação, onde ele atuava como âncora do programa “Bora Amapá” desde 15 de dezembro de 2025.

De acordo com informações oficiais, a causa da morte foi tuberculose peritoneal, uma variação rara da doença que atinge a região do abdômen. O quadro de saúde de Erlan se agravou após o Natal quando, durante uma transmissão ao vivo, o jornalista sentiu fortes dores no peito e fraqueza, sendo socorrido às pressas para o Hospital de Emergências de Macapá antes de sua transferência para o Piauí.

Além da tuberculose, amigos próximos relataram que o apresentador estava em processo de investigação para um possível diagnóstico de câncer e passaria por exames complementares, como uma colonoscopia, neste sábado.

Natural de Manaus, o jornalista construiu uma trajetória marcada por superação, passando por grandes emissoras. Fotos: reprodução

Uma trajetória de superação
A trajetória de Erlan Bastos foi marcada pela resiliência. Natural de Manaus (AM), ele teve uma infância humilde e chegou a trabalhar como catador de latinhas. Em busca de uma vida melhor, mudou-se para São Paulo, onde enfrentou o desamparo de viver nas ruas por três meses após ser assaltado. Sua virada aconteceu em 2018, através do YouTube, onde o canal “Hora da Venenosa” o projetou nacionalmente, abrindo portas para grandes veículos de comunicação.

Formado pela Uninove, Erlan consolidou uma carreira versátil com passagens pela TV Meio Norte, Record (onde apresentou o Balanço Geral Ceará), SBT, Rádio Tupi, CNT e Rádio Bandeirantes. Ele também foi o fundador do portal de notícias Em OFF, referência na cobertura de bastidores e entretenimento.

Recentemente, aceitou o desafio de liderar um projeto de jornalismo investigativo no Amapá, destacando-se pela postura firme e cobrança por transparência pública.

No Amapá, destacou-se pelo jornalismo investigativo, postura firme e cobrança por transparência, deixando legado reconhecido por colegas e pela emissora

Legado e homenagens
Em nota oficial, o Grupo Norte de Comunicação lamentou profundamente a partida precoce do profissional. A emissora destacou que Erlan não apenas informava, mas “fortalecia o papel do jornalismo como instrumento de fiscalização, justiça e cidadania”. Colegas de redação e admiradores ressaltaram sua coragem em dar voz a denúncias e sua capacidade de elevar o debate público com uma fala direta e necessária.

Erlan Bastos deixa um legado de luta contra as adversidades e um exemplo de jornalismo independente e apaixonado. O jornalista deixa ainda familiares, amigos e o companheiro. Detalhes sobre o velório e sepultamento ainda não foram divulgados pela família.

Seles Nafes
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