‘É dela, ganhou com suor’: aposentado devolve R$ 1 mil perdidos por vendedora de frango

O ex-policial civil fez uma investigação e conseguiu localizar a verdadeira dona do dinheiro, em Macapá
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Por RODRIGO ÍNDIO, de Macapá (AP)

O que seria um grande prejuízo virou exemplo de integridade. Menos de 24 horas após encontrar um bolo de notas de R$ 100 no chão de um supermercado na zona sul de Macapá, o policial civil aposentado Amos Guimarães, de 55 anos, localizou a verdadeira dona do dinheiro, a vendedora autônoma Edna Ribeiro, de 55 anos. A devolução do dinheiro (R$ 1 mil) ocorreu na manhã de domingo (11), na residência de dona Edna, no bairro Jardim Equatorial.

A vendedora, que sustenta a família vendendo “bandas de frango” assadas na frente de casa, relatou que o dinheiro era fruto de seu trabalho e seria utilizado para quitar a fatura do cartão de crédito. Por não ter familiaridade com aplicativos de banco, ela preferiu sacar o valor complementar em um caixa 24h para realizar o pagamento em uma lotérica.

“Juntei tudo e guardei no bolso. Quando percebi que tinha perdido, não imaginei onde poderia ter caído. Pensei que nunca mais veria o dinheiro”, lembrou a vendedora.

Mesmo abalada com a perda, a mãe de dois filhos, que está cuidando do pai doente e do neto, trabalhou durante toda a noite de sábado (10). O desfecho começou a mudar quando, ao final do turno, ela comentou sobre o ocorrido com uma vizinha, para quem ofereceu uma banda de frango que havia sobrado.

Para sua surpresa, a vizinha já havia visto a mobilização de Amos na reportagem do Portal SelesNafes.Com nas redes sociais. Edna logo entrou em contato com o aposentado.

Dinheiro foi perdido dentro de um supermercado

A pessoa certa

Para garantir que o valor chegasse à pessoa correta, Amos adotou critérios rigorosos. Ele solicitou que Edna apresentasse o extrato bancário do saque e identificasse a bicicleta que aparecia nas imagens das câmeras de segurança do supermercado. Após a comprovação, a entrega foi feita sob forte emoção.

“Deus me preparou. Achei ótima a atitude dele, é raro. Em 2021, eu também achei uma carteira e devolvi. Deus sabe a necessidade de cada um”, afirmou Edna.

Para o policial aposentado, o gesto não deveria ser visto como extraordinário, mas como um dever, e ressaltou que o uso das redes sociais foi fundamental para o sucesso da “missão”.

“O sentimento é de que não fiz nada demais. A pessoa é dona do valor, ela ganhou com o suor dela, então ela merece. É minha obrigação. Foi devolvido para quem era de direito”, declarou Amos Guimarães.

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