MP executa afastamento, mas não comenta denúncias contra promotor irmão de Furlan

Procurador-geral em exercício diz que caso tramita sob sigilo e orienta que esclarecimentos sejam solicitados à Corregedoria Nacional
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Por SELES NAFES, de Macapá (AP)

O procurador geral em exercício do Ministério Público do Amapá, Nicolau Crispino, informou que cumprirá integralmente a decisão do Conselho Nacional do MP (CNMP), mas evitou fazer qualquer comentário sobre as acusações contra o promotor de justiça João Paulo Furlan. Ele foi afastado do cargo por decisão do órgão máximo da instituição, nesta segunda-feira (11).

Numa nota enviada ao Portal SelesNafes.Com na tarde de hoje (12), o procurador diz que tomou conhecimento do afastamento somente nesta terça. Ontem, a corregedoria nacional da instituição afastou o promotor e irmão do prefeito Antônio Furlan (MDB) por dois meses. Ele não poderá acessar o sistema de processos do órgão e nem acessar nenhum dos prédios do MP, enquanto corre um procedimento interno de fiscalização.

“(O MP) não poderá se manifestar sobre o caso, visto que o procedimento tramita em caráter sigiloso”, disse o procurador-chefe em exercício.

Promotor ficará afastado inicialmente por dois meses. Foto: Arquivo SN

“Eventuais esclarecimentos adicionais poderão ser solicitados diretamente à Corregedoria Nacional, órgão do qual emanou a decisão”, acrescentou.

A decisão publicada no diário oficial não detalha as acusações, mas cita atos de improbidade administrativa, descumprimentos dos deveres funcionais, conduta incompatível com o cargo e atividade político-partidária. O promotor é investigado num processo também sigiloso, na justiça eleitoral, por crimes durante a campanha de 2020.

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