De Macapá (AP)
O Amapá entrou no radar de quem pensa o futuro da logística no Brasil. Em conversas recentes com operadores portuários e especialistas do setor, o estado passou a discutir a criação de uma nova rota internacional capaz de ligar o Norte do país, de forma mais direta, ao Caribe, às Guianas, aos Estados Unidos e à Europa.
A proposta é simples na ideia e grande no impacto: colocar o Porto de Santana para jogar no tabuleiro do comércio global, conectando-o a rotas já em operação no Atlântico. Durante a reunião, foram apresentadas as linhas operadas pelo grupo UAL em corredores estratégicos, como Estados Unidos–Brasil, Brasil–Norte da América do Sul e rotas intrarregionais, além da ligação Europa–América do Sul.

Nova rota marítima em discussão pode integrar o Porto de Santana a corredores entre América do Norte, Europa e América do Sul. Fotos: Arquivo/CDSA
No debate conduzido pelo Governo do Amapá, por meio da Secretaria de Estado das Relações Internacionais e Comércio Exterior, também vieram à tona os problemas que travam esse avanço. Filas de navios, gargalos operacionais e pouca atratividade para armadores ainda pesam contra os portos do Norte e exigem decisões práticas para que a nova rota não fique apenas no discurso.
Para o governo estadual, a aposta vai além da logística. A leitura é que essas conexões podem destravar investimentos, fortalecer a economia local e reposicionar o Amapá como um ponto estratégico nas rotas do comércio internacional, deixando de ser periferia e passando a ocupar um papel mais central no mapa econômico do país.
