Por SELES NAFES, de Macapá (AP)
A Petrobras deve levar pelo menos duas semanas para retomar a perfuração do poço Morpho, localizado a cerca de 175 quilômetros da costa do Amapá, no início da chamada Margem Equatorial. A atividade de pesquisa foi interrompida após um incidente registrado no último domingo (4), quando houve vazamento de fluido de perfuração no mar, comunicado pela empresa na terça-feira (7).
De acordo com a estatal, aproximadamente 15 mil litros do produto foram liberados, mas o fluido seria biodegradável, o que teria evitado impactos ao meio ambiente.
A Petrobras informou ainda que o vazamento foi “imediatamente contido e isolado” e que os equipamentos utilizados na perfuração foram içados à superfície para avaliação técnica e eventuais reparos.
Ainda na terça-feira, o Ministério Público Federal (MPF) no Amapá concedeu prazo de 48 horas para que o Ibama e a Petrobras prestassem esclarecimentos sobre o ocorrido. O órgão pediu urgência nas respostas, ressaltando que o episódio está sendo acompanhado no âmbito de um procedimento instaurado em 2018 para fiscalizar a regularidade do licenciamento ambiental na região.
Além do poço Morpho, a Petrobras obteve autorização em outubro de 2025 (após anos de polêmica), para perfurar outros dois poços para confirmar a existência de uma das maiores reservas de petroléo do planeta.

