Por SELES NAFES, de Macapá (AP)
O presidente da seccional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no Amapá, Israel da Graça, decidiu priorizar a apuração do vazamento de prints em vez de concentrar esforços na identificação dos responsáveis pela retirada da placa com o nome do auditório da entidade, como quer boa parte da advocacia amapaense. A peça homenageava o pioneiro da Ordem no estado, o desembargador Manoel Brito, falecido em 2021.
Ontem (20), o Portal SelesNafes.Com revelou com exclusividade as conversas no grupo do Conselho da OAB, onde a secretária-geral Diandra Moreira acusa o presidente Israel da Graça de ter autorizado a retirada da placa. Para muitos, o gesto seria uma suposta retaliação ao ex-presidente Auriney Brito, filho de Manoel Brito e apontado por parte da categoria como principal adversário da atual gestão.
A remoção foi considerada por advogados como um ato de truculência e desrespeito à memória institucional, além de não ter passado por deliberação em assembleia.

Um dos prints no grupo que possui 84 membros
Funcionários teriam apontado Diandra Moreira como a pessoa que ordenou a retirada, mas ela sustentou no grupo do conselho que houve aval do presidente. Israel nega.
Desde ontem, após a publicação da reportagem, o grupo do Conselho — formado por 84 membros — transformou-se em um verdadeiro campo de batalha, em mais uma demonstração do esfacelamento e desgaste dentro da atual diretoria.
