Vídeo revela show com caixas de Marabaixo que Mangueira fará na Sapucaí

Caixas de Marabaixo ganham destaque no Grupo Especial do Rio; Mangueira ensaia homenagem ao Amapá e ao Mestre Sacaca para o desfile de fevereiro.
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Por RODRIGO ÍNDIO

A Marquês de Sapucaí está prestes a testemunhar um encontro sem precedentes entre o samba carioca e o pulsar da Amazônia Negra. Em um vídeo que agitou as redes sociais recentemente, a Estação Primeira de Mangueira deu um “spoiler” do que está preparando para o desfile deste ano: a presença marcante de um naipe de ritmistas tocando as tradicionais caixas de Marabaixo.

Na publicação, o mestre Rodrigo Explosão, que comanda a bateria da verde e rosa ao lado de Taranta Neto, mostrou um naipe de ritmistas tocando as tradicionais caixas de Marabaixo. Segundo o mestre, o instrumento será utilizado durante o alusivo — momento que precede o canto do samba-enredo oficial, funcionando como uma introdução solene e ritualística.

“Vai ter Marabaixo na Marquês de Sapucaí”, pontuou Rodrigo Explosão, celebrando a integração dos ritmos.

Esta será a primeira vez na história que uma ala de caixas de Marabaixo do Amapá ganha esse nível de destaque em uma escola de samba do Grupo Especial carioca. Foto: Reprodução

O registro revela que a escola mergulhou profundamente na identidade amapaense. A harmonia e a marcação apresentadas demonstram um respeito técnico e cultural à tradição do Amapá, unindo a criatividade do Rio à ancestralidade do Norte.

Esta será a primeira vez na história que uma ala de caixas de Marabaixo do Amapá ganha esse nível de destaque em uma escola de samba do Grupo Especial carioca. Mais do que uma simples participação, é um ato de reconhecimento da resistência e da riqueza cultural do povo tucuju.

O Enredo: Mestre Sacaca e a Amazônia Negra

O desfile, assinado pelo carnavalesco Sidnei França ocorre no dia 15 de fevereiro de 2026 e marca o início do triênio do centenário da Mangueira. Com o título “Mestre Sacaca do Encanto Tucuju – O Guardião da Amazônia Negra”, a escola homenageia o cientista popular amapaense que se tornou símbolo do conhecimento herbolário e da sabedoria ancestral.

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