Açaí do Amapá mira mercado indiano com articulação internacional

Em missão oficial na Índia, Dorinaldo Malafaia defende a aproximação e propõe levá-los ao estado para conhecer a produção amazônica
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De Macapá (AP)

O deputado federal Dorinaldo Malafaia (PDT) está na Índia desde o dia 19, integrando a comitiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em uma missão oficial que mira novos mercados e parcerias estratégicas. No centro das conversas, além de tecnologia e cooperação, está um velho conhecido do Amapá: o açaí.

Em meio a representantes de mais de 300 empresas, Dorinaldo participa da agenda que marcou a instalação de um novo escritório da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) em Nova Délhi — a 11ª unidade internacional e a segunda em território asiático. A ideia é abrir portas para que produtos brasileiros ganhem mais espaço em um dos mercados que mais crescem no mundo.

E o parlamentar quer ir além da vitrine institucional. A proposta é trazer empresários indianos ao Amapá para conhecer de perto o ciclo do açaí: do manejo ao embarque. “Não é só vender o produto. É mostrar como ele nasce, como movimenta comunidades e como pode crescer ainda mais”, defende. A aposta é que a experiência in loco fortaleça negócios e gere novas oportunidades para quem vive da produção na Amazônia.

Parlamentar amapaense, Dorinaldo Malafaia participou de agenda que marcou a instalação de um novo escritório da ApexBrasil em Nova Délhi. Fotos: Divulgação

Expectativa é ampliar exportações e abrir espaço para que o fruto, símbolo da economia do Amapá, alcance um mercado de 1,4 bilhão de consumidores.

Os números ajudam a sustentar o entusiasmo. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o setor agrícola amapaense movimentou mais de R$ 206,4 milhões em 2024. O açaí lidera esse ranking, com 22 mil toneladas produzidas e R$ 65 milhões em faturamento — um fôlego importante para a economia local.

A missão também busca ampliar o comércio com a Índia, hoje a quarta maior economia do planeta e um mercado de 1,4 bilhão de pessoas. A meta do governo federal é elevar a corrente bilateral para US$ 20 bilhões até 2030. Depois da Índia, a comitiva segue para a Coreia do Sul, dando continuidade à estratégia de diversificar destinos e colocar a Amazônia, especialmente o Amapá, no mapa das grandes negociações internacionais.

Seles Nafes
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