De Macapá (AP)
Após a operação da Polícia Federal nesta sexta-feira (6), em Macapá, a Amapá Previdência (Amprev) afirmou que se considera lesada pelos “maus feitos” do Banco Master e que não abre mão de ser ressarcida pelos prejuízos relacionados aos investimentos feitos na instituição financeira. Segundo nota oficial, o órgão já ingressou com medidas judiciais, incluindo bloqueio de pagamentos ao banco, e aguarda responsabilização dos envolvidos.
A entidade reforçou que as aplicações no Banco Master representam cerca de 4,7% do total da carteira e que foram realizadas dentro das normas vigentes à época, com validação do Banco Central. A Amprev também sustenta que a evolução patrimonial recente garante o pagamento de aposentadorias e pensões até 2059.
A manifestação ocorre após a Polícia Federal cumprir mandados de busca e apreensão na sede da Amprev e em outros endereços, no âmbito da Operação Zona Cinzenta, que investiga possíveis irregularidades na gestão de recursos previdenciários do Amapá. A apuração inclui suspeitas de gestão temerária e fraudulenta relacionadas a investimentos em títulos do Banco Master.
De acordo com as investigações, cerca de R$ 400 milhões foram aplicados pela previdência estadual em ativos do banco, posteriormente liquidado pelo Banco Central. A operação federal busca esclarecer a legalidade dessas aplicações e eventuais responsabilidades, enquanto a Amprev afirma que seguirá buscando ressarcimento e punição dos responsáveis.
