Por SELES NAFES, de Macapá (AP)
O presidente da Liga Independente das Escolas de Samba do Amapá (Liesap) se posicionou após as acusações feitas pela Piratas da Batucada, que atribuiu o rebaixamento inédito no Carnaval 2026 a uma suposta conspiração entre dirigentes da liga e jurados. A escola anunciou que pretende recorrer à Justiça e pedir a quebra dos sigilos de dirigentes da entidade e dos avaliadores do desfile.
A Liesap afirma que o processo de escolha dos jurados seguiu rigorosamente o edital publicado em 30 de julho de 2025, com critérios técnicos, prazos definidos e ampla divulgação. As inscrições ocorreram em agosto e, após análise curricular, a lista de candidatos habilitados foi divulgada em setembro, respeitando todas as etapas previstas no regulamento do Carnaval 2026.
A liga detalha que, embora o edital previsse a seleção inicial de 10 candidatos por quesito, foram encaminhados mais nomes por área, conforme resolução interna, ampliando o leque de avaliadores. Em seguida, o Conselho Deliberativo da Liesap escolheu 10 candidatos por quesito, e as próprias escolas tiveram o direito de impugnar até três nomes em cada área, o que, segundo a entidade, reforça o caráter participativo do processo.

Jocildo Lemos, presidente da Liesap: escolha seguiu ritos públicos. Foto: Secom
Outro ponto destacado é a realização do Seminário de Formação de Avaliadores, ocorrido entre 19 e 23 de janeiro de 2026, etapa obrigatória prevista em edital. A formação foi conduzida pela Escola de Formação de Avaliadores (EFA), em parceria com a União das Escolas de Samba (UESP), com acompanhamento das agremiações carnavalescas. Após o seminário, apenas os candidatos que cumpriram a frequência mínima foram homologados como jurados.
Por fim, a Liesap lembra que o sorteio dos jurados ocorreu no primeiro dia de desfile, em 13 de fevereiro, com presença das escolas filiadas, e reafirma que todo o procedimento foi público, transparente e acompanhado pelas agremiações.
