Após reportagem nacional, MP diz que provas contra promotor João Furlan são ‘ilícitas’

Promotor João Furlan foi afastado em janeiro de 2026 suspeito de participação em esquema de compra de votos; MP rebateu reportagem nacional detalhando medidas administrativas adotadas
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Por SELES NAFES, de Macapá

O Ministério Público do Estado do Amapá divulgou nota oficial para se posicionar após reportagem exibida pela Band nacional sobre a investigação envolvendo o promotor de Justiça João Paulo Furlan, irmão do prefeito de Macapá Antônio Furlan (MDB). Segundo o MP, não houve uso da estrutura da instituição para fins eleitorais, uma vez que o membro (então chefe de gabinete da procuradoria-gera) estava de férias e de licença – durante a campanha eleitoral de 2020. Clique aqui para ler a nota na íntegra. 

“O que afasta qualquer possibilidade de uso da estrutura ministerial para fins eleitorais”, avalia o MP.

Após o conhecimento oficial do inquérito da Polícia Federal, cerca de um ano depois dos fatos, em 2022 (ano da operação da PF que teve o prefeito e o irmão promotor como alvos), a direção do MP determinou o afastamento imediato do promotor da função de chefe de gabinete e a exoneração ocorreu a pedido. 

O caso foi encaminhado à Corregedoria Nacional e à Corregedoria-Geral do MP. Uma comissão processante local foi designada para apurar a esfera criminal e a procuradoria no Amapá decidiu pelo arquivamento depois que a justiça eleitoral considerou a “ilicitude das provas”.

Operação foi deflagrada em julho de 2022 na prefeitura e residências do prefeito e promotor. Foto: Arquivo Portal SN

No entanto, no fim de 2025, a apuração foi reaberta na Corregedoria Nacional do Ministério Público após decisão do Tribunal Superior Eleitoral que declarou que as provas são válidas. A decisão também resultou no oferecimento de denúncia pelo Ministério Público Eleitoral, que ainda não foi recebida pela Justiça. Em janeiro deste ano, Conselho Nacional do Ministério Público decretou o afastamento cautelar do promotor de Justiça.

Na nota, a instituição afirma ser “leviana” qualquer acusação de uso do Ministério Público sem relação com os fatos apurados no inquérito da Polícia Federal e reforça o compromisso com a transparência, a legalidade e a rigorosa apuração de condutas que possam comprometer sua integridade institucional. 

Seles Nafes
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