Por OLHO DE BOTO, de Macapá (AP)
Prisões nos estados do Amapá e São Paulo marcaram mais uma fase de uma operação que já provocou prejuízo estimado em R$ 100 milhões ao crime organizado. A ofensiva mira um esquema interestadual de tráfico de drogas com ramificações fora do estado.
A ação faz parte da Operação “Transbordo”, deflagrada na segunda-feira (23) pela Polícia Civil do Amapá e coordenada pelo delegado Leonardo Alves, da Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc). Foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva e dois de busca e apreensão, com apoio da Polícia Civil paulista e da Coordenadoria de Recursos e Operações Especiais (Core).
A investigação é desdobramento da maior apreensão de drogas já registrada no Amapá, realizada em junho de 2025, no Distrito do Abacate da Pedreira, em Macapá, com apoio do Núcleo Especial de Polícia Marítima (Nepom), da Polícia Federal. Na ocasião, foram apreendidos grande quantidade de cocaína, uma embarcação com motor de 150 HP, um gerador de energia e dois celulares.

Mandados cumpridos por policiais do Amapá e de SP

Navios eram utilizados pelo grupo

Mais de R$ 100 milhões em prejuízo para o crime organizado

Apreensão de R$ 170 milhões ocorreu em junho. Foto: Rodrigo Dias
Segundo as apurações, três homens seriam responsáveis pela logística de transporte, armazenamento e envio da droga para navios. Dois já estão presos, e as diligências seguem para localizar o terceiro suspeito. O investigado detido em Santos, no litoral paulista, é apontado como cérebro por trás da redistribuição do entorpecente.
Os presos passaram por audiência de custódia e permanecem à disposição da Justiça, enquanto os celulares apreendidos serão periciados para aprofundar as investigações.

Policiais do Amapá foram até SP para realizar prisões
A operação contou ainda com apoio logístico da Secretaria Nacional de Segurança Pública, vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio do Projeto I.M.P.U.L.S.E., fortalecendo a cooperação entre os estados. A Denarc reforça que denúncias anônimas podem ser feitas pelo Disk Denúncia, via WhatsApp: (96) 99814-1416.
