Por RODRIGO ÍNDIO, de Macapá (AP)
O mundo do samba amanheceu em luto nesta segunda-feira de Carnaval (16). O cantor, compositor e intérprete Orlandino Barbosa, o lendário Meio-Dia da Imperatriz, faleceu por volta 8h da manhã em um hospital na capital amapaense. O artista não resistiu às complicações e sequelas decorrentes de Acidentes Vasculares Cerebrais (AVCs) que o acometeram nos últimos anos.
Desde 2024, Meio-Dia enfrentava um quadro de saúde delicado. Após sofrer um AVC isquêmico, o sambista perdeu parte dos movimentos e vinha realizando tratamentos intensivos de fisioterapia e fonoaudiologia. Nas últimas semanas, amigos e familiares chegaram a realizar campanhas de solidariedade para custear os cuidados médicos do artista.
Nascido no Pará, Orlandino Barbosa levou o apelido da escola que o consagrou para o Brasil inteiro. Ele detém um feito histórico: é o único sambista paraense tricampeão na Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro, integrando o carro de som da Imperatriz Leopoldinense nos anos de 1999, 2000 e 2001.

Complicações de AVC e campanhas de apoio marcaram os últimos anos de Orlandino Barbosa.
Sua voz era sinônimo de energia e carga cultural. Além do sucesso no Rio, Meio-Dia foi uma figura fundamental no Carnaval da Amazônia.
No Amapá, brilhou cantando em escolas como Império do Povo e Piratas da Batucada, onde conquistou diversos títulos e o carinho do público local. Em outras agremiações, foi compositor.
No Pará, além de ter passagens por várias agremiações, era presença constante em rodas de samba e eventos musicais em Belém, mantendo sempre viva a conexão com suas raízes.
A família e amigos comunicaram o falecimento pedindo orações e agradecendo o apoio que receberam durante o período de enfermidade do cantor. Nas redes sociais, o clima é de consternação, especialmente por sua partida ter ocorrido justamente em uma segunda-feira de Carnaval, data que ele tanto celebrou em vida.
Ainda não há informações confirmadas sobre o local do velório e sepultamento.
