Pais de alunos de escola municipal temem despejo de prédio com 7 meses de aluguéis atrasados

Comunidade cobra solução da Prefeitura de Macapá diante de atraso no aluguel e risco de transferência às vésperas do ano letivo
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Por ANDRÉ SILVA, de Macapá (AP)

Pais de alunos da Escola Municipal Sandra Tolosa, localizada no bairro Infraero 2, na zona norte de Macapá, realizaram um protesto na tarde desta segunda (2), após o proprietário do imóvel anunciar que não renovará o contrato de aluguel. As famílias exigem da prefeitura que a instituição permaneça no local, alegando que não há tempo hábil para a transferência dos alunos devido ao início do ano letivo.

A escola possui um histórico de manifestações. Em 2025, professores e coordenadores reclamaram constantemente do calor excessivo nas salas de aula; em diversas ocasiões, os alunos foram liberados mais cedo. Na época, a Prefeitura de Macapá enviou técnicos para substituir as centrais de ar, mas, segundo os pais, o problema persiste.

Ano letivo para os cerca de 600 alunos está ameaçado

A gravidade do caso veio à tona no último fim de semana, após um vídeo divulgado pelo proprietário do prédio no qual ele denuncia o atraso de sete meses no pagamento dos aluguéis, com valores pendentes desde 2024.

“Não temos a intenção de renovar o aluguel com a prefeitura. A prefeitura tem que desocupar o prédio até o dia primeiro de abril”, afirmou o proprietário. A reportagem tentou contato direto com ele, mas não o localizou no endereço indicado.

Setembro de 2025: protesto por climatização das salas…

Histórico de protestos…Fotos: Divulgação

Denúncias de insalubridade e segurança

Roseane Silva, cuidadora de 38 anos, cuja filha estuda na unidade desde o 1º ano, relatou que os problemas vão além da questão financeira. Segundo ela, a estrutura é precária, citando inclusive um bebedouro que dava choques nas crianças antes de parar de funcionar definitivamente.

“Centrais queimadas e, inclusive, minha filha foi para o hospital umas cinco vezes porque passou mal. Não tem estrutura física na escola. Não tem segurança. Pedimos várias vezes para o prefeito vir ver a situação daqui. Esse prédio é improvisado porque o prédio original não tem condições de receber as crianças”, protestou Roseane.

Já a moradora Ruane Negrão afirma que busca respostas da prefeitura desde 2025. Ela relata preocupações graves que incluem denúncias de insegurança e o impacto do despejo iminente às vésperas do início das aulas de 2026.

“O dono do prédio não quer mais deixar ninguém entrar. A gente quer resposta da Secretaria de Educação e do prefeito porque o prédio está com sete meses de aluguel atrasado, sendo que as aulas estão para começar agora, dia 9. Para onde vão levar nossas crianças?”, questionou a dona de casa.

A Prefeitura de Macapá foi procurada pela reportagem e informou que se posicionará sobre o assunto em breve.

Seles Nafes
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