PM resgata estuprador sequestrado pelo “Tribunal do Crime”; confronto deixou 1 morto

Vítima é detento do regime semiaberto e teria sido levada à força por faccionados, que aguardavam ordem vinda do presídio para consumar a execução
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Por OLHO DE BOTO, de Macapá (AP)

Uma ação rápida da Força Tática da Polícia Militar evitou a execução de um homem de 49 anos na tarde deste sábado (7), pelo chamado “tribunal do crime”. A operação, ocorrida na zona norte de Macapá, terminou em intenso tiroteio e na morte de um dos suspeitos envolvidos no sequestro da vítima.

De acordo com a polícia, a denúncia indicava que uma pessoa estaria amarrada e mantida em cárcere dentro de uma residência usada por faccionados como esconderijo, localizada em uma área conhecida como Buerinho, na divisa dos bairros São Lázaro e Infraero I, região dominada pelo crime organizado.

Ação rápida da Força Tática localizou o cativeiro e retirou a vítima amarrada antes que a execução fosse consumada. Fotos: Olho de Boto/SelesNafes.com

Na chegada das equipes, a polícia informou que pelo menos cinco criminosos correram e conseguiram fugir por uma área alagada. Já Jhonyck Luan Cruz de Jesus se abrigou em uma casa próxima, desobedeceu as ordens para largar a arma e abriu fogo em direção aos militares. Ele foi atingido no revide e não resistiu aos ferimentos, o óbito foi confirmado no local pelo Samu. Luan tinha 21 anos e possuía antecedentes criminais por roubo. O revólver calibre 38 utilizado por ele no confronto foi apreendido e encaminhado para perícia.

Execução ocorreria em casa usada como esconderijo de faccionados no Buerinho, área na divisa dos bairros São Lázaro e Infraero I

O homem resgatado contou aos policiais que foi retirado à força de dentro de casa por faccionados armados e que a ordem para matá-lo teria partido de dentro do sistema prisional por conta de um crime de estupro pelo qual já cumpre pena no regime semiaberto.
O detento também contou que os criminosos só estavam esperando uma ligação telefônica de dentro do presídio para que a execução fosse consumada.

Agora, a Polícia Civil prossegue na investigação para identificar e localizar os demais envolvidos na ação criminosa.

Seles Nafes
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