Por RODRIGO ÍNDIO, de Macapá (AP)
A Polícia Civil do Amapá investiga a morte de Maria Rosinilda Pantoja Sena, de 33 anos, ocorrida no final da tarde desta sexta-feira (20), dentro de uma cela do Centro Integrado de Operações em Segurança Pública (Ciosp) do bairro Pacoval, em Macapá. A mulher havia sido detida horas antes em cumprimento a um mandado de prisão com validade até 2045.
Maria Rosinilda foi capturada por uma equipe da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco) no bairro do Igarapé da Fortaleza, em Santana. Contra ela, pesavam acusações de tráfico de drogas e participação em organização criminosa.
Segundo a polícia, a mulher também era apontada como fornecedora de drogas para um servidor da Secretaria de Educação, preso em outubro de 2025 ao tentar entrar com entorpecentes no “Cadeião”.
Por volta das 16h, ela foi apresentada na Central de Flagrantes. De acordo com o delegado Estéfano Santos, titular da Draco, durante a abordagem a suspeita tentou destruir seu aparelho celular, que foi recuperado pelos agentes. No entanto, em nenhum momento ela relatou mal-estar ou ingestão de substâncias ilícitas.
“Ela em nenhum momento falou para os policiais, nem para o médico que fez o exame de corpo de delito, que tinha ingerido droga. Isso não foi visto pelos policiais nem relatado por ela”, enfatizou o delegado Estéfano Santos.

Momento da prisão em casa

Delegado Estéfano: não relatou em nenhum momento que estava passando mal. Foto: Olho de Boto/Portal SN
A situação foi descoberta por volta das 18h, quando a equipe de plantão se preparava para custodiar outro preso. Ao verificarem a cela, os agentes encontraram Maria Rosinilda deitada de costas, imóvel e com sangramento nas narinas.
O Corpo de Bombeiros e o Samu foram acionados, mas as equipes apenas puderam constatar o óbito. Os socorristas observaram que o corpo já apresentava sinais de rigidez cadavérica, o que indica que a morte pode ter ocorrido algum tempo antes da descoberta.
Investigação e perícia
O Portal SelesNafes.Com apurou que, durante o exame de necropsia realizado pela Polícia Científica (Politec), foram encontrados dois papelotes com resquícios de substância possivelmente entorpecente no estômago da mulher. O material foi recolhido e passará por análise laboratorial para confirmar se a causa da morte foi uma overdose acidental ou proposital das embalagens para ocultar provas do crime.
A Polícia Civil aguarda o laudo definitivo da Politec para concluir o inquérito que apura as circunstâncias da morte ocorrida sob custódia do Estado.
