Acusado de decapitar rival é morto em confronto com o Bope

Homem conhecido como “Gaspar” seria liderança de facção e apontado como envolvido em homicídio brutal ocorrido em Macapá no mês de fevereiro
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Por OLHO DE BOTO, de Macapá (AP)

Um homem apontado como integrante do chamado “tribunal do crime” e suspeito de participação em um homicídio brutal ocorrido em fevereiro morreu durante confronto com policiais do Grupo de Intervenção Rápida Ostensiva (Giro), do Bope, no sábado (21), no bairro Congós, na zona sul de Macapá.

De acordo com o relatório da Polícia Militar, a equipe realizava patrulhamento na área de palafitas — intensificado após recentes ataques atribuídos a facções criminosas — quando avistou um indivíduo sem camisa, portando uma arma de fogo na cintura, na passarela da 21ª Avenida. Ao perceber a aproximação dos militares, o suspeito sacou a arma, fugiu e se abrigou em uma residência próxima.

Os policiais realizaram o cerco e, ao anunciarem a presença da equipe, foram recebidos a tiros. Diante da agressão, houve o adentramento tático no imóvel, momento em que, segundo a PM, ocorreu novo confronto. Os militares revidaram, e o suspeito acabou baleado.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado, mas a equipe médica constatou o óbito ainda no local. A área foi isolada para os procedimentos periciais da Polícia Científica.

Corpo de Gaspar é retirado sob forte escolta da PM. Fotos: Olho de Boto

Cabeça de rival foi deixado em outro bairro no dia 25 de fevereiro. Foto: Arquivo

Durante a varredura na residência, os policiais encontraram porções de entorpecentes, materiais utilizados para o tráfico — como balança de precisão e embalagens — além de dinheiro em espécie, dois aparelhos celulares e uma pistola, que teria sido utilizada pelo suspeito durante o confronto.

O homem foi posteriormente identificado pelo serviço de inteligência da Polícia Militar apenas pelo apelido de “Gaspar”. Segundo a polícia, ele seria o “disciplina” da facção na região do Congós e principal suspeito de envolvimento na morte de Wueverton da Silva Penafort, de 26 anos.

Policiais do Giro/Bope foram alvos de tiros

Relembre o caso

O crime, considerado de extrema violência, segue sob investigação da Polícia Civil do Amapá. No dia 25 de fevereiro, o corpo de Wueverton, conhecido como “Wuevertinho”, foi encontrado dentro de uma casa em uma área de pontes com acesso pela Rua Carlos Drummond, também no bairro Congós.

A vítima apresentava múltiplas perfurações de faca, sinais de tortura e estava com mãos e pés amarrados. O corpo foi localizado sem a cabeça, o que reforçou, segundo os investigadores, a suspeita de execução ligada ao crime organizado.

Ainda na mesma noite, a cabeça da vítima foi encontrada abandonada em via pública no bairro Ipê, na zona norte da capital.

Seles Nafes
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