Apontada como beneficiária de depósitos, Rayssa se diz vítima de perseguição

PF afirma existirem indícios de que clínicas da primeira-dama de Macapá e do prefeito afastado receberam R$ 3 milhões em depósitos suspeitos
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Por SELES NAFES, de Macapá (AP)

A primeira-dama de Macapá, Rayssa Furlan, adotou a mesma estratégia de comunicação do marido, Antônio Furlan (PSD), afastado do cargo de prefeito pelo STF na 2ª fase da Operação Paroxismo, da Polícia Federal. A pré-candidata ao Senado pelo Podemos não se defendeu de nenhuma das suspeitas e garantiu: “nós não vamos parar”.

“Não passa de perseguição. Nós sabíamos que isso poderia acontecer. Quando você decide cuidar das pessoas e enfrentar os interesses que realmente representam o povo, reações como essa de hoje acontecem”, disse, referindo-se à investigação que aponta a participação dela num esquema de lavagem de dinheiro desviado da construção do Hospital Municipal de Macapá.

Trecho do relatório da PF

Rayssa é citada pela Polícia Federal no relatório que embasou os 13 mandados expedidos pelo ministro Flávio Dino, do STF, contra o prefeito, ela, a ex-esposa de Furlan, os donos da Santa Rita Engenharia, a secretária de Saúde, Érica Aymoré, e o responsável pelas licitações da prefeitura, Walmiglisson Ribeiro da Silva, além das duas clínicas do casal, o Instituto do Coração e a RCFS Médicos. 

As duas empresas teriam recebido depósitos suspeitos de dinheiro supostamente desviado da construção do Hospital Municipal de Macapá, na zona norte. Até setembro de 2024, mais de R$ 9 milhões foram sacados pelos sócios e entregues a funcionários ligados ao casal. Desse total, cerca de R$ 3 milhões teriam sido depositados de forma fracionada nas duas clínicas. 

Rayssa não anunciou pré-candidatura nem pediu apoio “para vencer tudo e todos”, como fez o marido, o que foi visto por juristas como pedido antecipado de voto fora do período de campanha, proibido pela legislação eleitoral. No entanto, ela repetiu que a operação da PF já era esperada, numa clara tentativa de afirmar que a PF participa de uma conspiração para retirá-los do poder.

“Nada disso vai nos parar. Agora, mais do que nunca, seguiremos firmes no nosso propósito de cuidar do povo. Por isso eu caminho lado a lado com meu esposo, prefeitão”.

Seles Nafes
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