Caso Anna Paula: ato reúne centenas e pede fim da violência contra mulheres

Manifestação ocorreu nesta segunda-feira (16), no município que fica a 17 km de Macapá
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Por JONHWENE SILVA, de Santana (AP)

Um ato denominado “Justiça por Anna Paula” reuniu centenas de pessoas na praça cívica de Santana, município a 17 km de Macapá, na tarde desta segunda-feira (16). O protesto marcou oito dias do assassinato da jovem Anna Paula Viana Rodrigues, de 19 anos, e contou com a participação de membros da sociedade civil organizada, ativistas sociais, estudantes e representantes de entidades religiosas católicas e evangélicas.

Durante a mobilização, os manifestantes seguravam cartazes com frases de protesto e palavras de ordem pedindo justiça. Entre as mensagens, uma das mais repetidas era “Justiça: chega de nos matarem” em referência à violência contra mulheres. O grupo ainda vestia camisas com a foto da jovem assassinada. O namorado de Anna Paula, Marcos Castro, participou do ato e destacou a importância da mobilização popular para que o crime não fique impune.

“A Anna Paula era meu alicerce, minha base, tinha sonhos, tinha uma vida inteira pela frente. A gente só quer justiça e que o responsável pague pelo que fez. Que não caia no esquecimento”, declarou emocionado.

Ato reuniu centenas na praça cívica e marcou oito dias do assassinato da jovem de 19 anos. Fotos: Acervo PMS

Familiares e manifestantes cobraram justiça e mais proteção às mulheres diante da violência

A tia da vítima, Rosalina Pinheiro, também falou sobre a dor da família e reforçou a necessidade de maior proteção às mulheres.
“Não queremos que outras famílias passem por essa dor. As mulheres precisam de mais apoio e segurança. A morte da Anna Paula não pode ser esquecida”, afirmou.

Entenda o caso
No dia 9 de março, a jovem Anna Paula Viana Rodrigues, de 19 anos, foi brutalmente assassinada por asfixia no local onde trabalhava. O suspeito do crime, Cláudio Pacheco, conhecido como “Coringa”, foi preso poucas horas após o ocorrido.

De acordo com a polícia, após o crime o homem trocou o celular da vítima em uma boca de fumo por seis pedras de crack. O caso passou a ser investigado como latrocínio (roubo seguido de morte).

Caso segue sob investigação e continua mobilizando a população por respostas e punição ao responsável

Cláudio Pacheco já havia sido condenado a 13 anos e 6 meses de prisão por homicídio qualificado e ainda tinha mais de nove anos de pena a cumprir. Ele deveria estar em regime fechado, porém constava no sistema como “aguardando captura” desde outubro de 2025, quando não retornou de uma saída para trabalho externo.

O caso continua gerando forte comoção na cidade e motivando cobranças por justiça.

Seles Nafes
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