“Chefe do tráfico” no Remédios 2 morre após confronto com a polícia

Com passagem pelo crime de homicídio, Jhonny Teixeira Marques morreu durante troca de tiros
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Por RODRIGO ÍNDIO, de Santana (AP)

Um trabalho conjunto das equipes da Polícia Militar, dentro da Operação Protetor, resultou na morte de um indivíduo de alta periculosidade na tarde deste domingo (15), no município de Santana, a 17 km de Macapá. O confronto ocorreu na Travessa Cinco, no bairro Remédios 2, área apontada por denúncias anônimas como ponto de intensa comercialização de entorpecentes.

De acordo com o Major Leandro, da Polícia Militar, a ação teve início após o recebimento de informações estratégicas da Diretoria de Operações e do Disque-Denúncia do 4º Batalhão. As equipes do Choque (Bope) deram apoio e se deslocaram para o endereço indicado, onde flagraram um homem vendendo drogas.

Durante a incursão na residência, o suspeito atirou contra os policiais e um dos disparos atingiu o escudo balístico da equipe. Fotos: Rodrigo Índio/SelesNafes.com

Ao ser preso, o primeiro suspeito indicou o paradeiro de quem seria o “cabeça” do tráfico na região.

“As equipes, cientes da periculosidade do alvo, avançaram com o uso de escudo balístico. Ao avistar os policiais, o indivíduo armado buscou refúgio no interior de uma residência”, explicou o Major.

No momento da incursão domiciliar, o criminoso, identificado como Jhonny Teixeira Marques, de 31 anos, reagiu à abordagem e efetuou disparos contra os policiais. Um dos tiros chegou a atingir o escudo balístico da equipe. Diante da agressão, os militares revidaram, atingindo o suspeito, que não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

Com Jhonny, a polícia apreendeu um revólver calibre 38. Após a intervenção, o Canil do Bope foi acionado e localizou porções de crack e maconha escondidas na residência.

Com um histórico criminal já conhecido pelas autoridades, Jhonny Teixeira Marques possuía antecedentes pelo crime de homicídio (Artigo 121).

Em um registro recente no sistema prisional, ele deu entrada no Iapen em junho de 2025, mas permaneceu custodiado por pouco tempo, sendo posto em liberdade apenas dois meses depois, em agosto do mesmo ano.

Segundo o major Leandro, a operação só foi possível graças às denúncias da população sobre o tráfico na região

O Major Leandro ressaltou que o sucesso da operação foi possível graças à colaboração dos moradores.

“Essa operação foi fruto de denúncia da população. O cidadão de bem percebe quando a tranquilidade da vizinhança é quebrada. É fundamental que continuem acionando o 190 ou os batalhões locais ao notar movimentações estranhas ou veículos suspeitos”, destacou o oficial.

O material apreendido e o primeiro indivíduo preso foram encaminhados à Delegacia de Polícia de Santana para os procedimentos cabíveis.

Seles Nafes
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