Por SELES NAFES, de Macapá (AP)
A médica pediatra Isabella Cristina Favacho Vitor Barros de Oliveira, ex-esposa do ex-prefeito afastado pela Polícia Federal, Antônio Furlan (PSD), divulgou nesta quarta-feira (11) uma nota de esclarecimento após ter o nome mencionado em reportagens relacionadas à Operação Paroxismo, da Polícia Federal.
No entanto, o documento divulgado pela assessoria da médica não esclarece a origem ou a razão de um depósito de R$ 100 mil, que, segundo investigação da Polícia Federal, teria sido feito por um dos sócios da Santa Rita Engenharia — empresa contratada para construir o Hospital Municipal de Macapá e que está no centro das suspeitas de fraude investigadas pela operação.
O nome de Isabella aparece em relatório da Polícia Federal que embasou os pedidos de busca e apreensão da segunda fase da Operação Paroxismo, deflagrada no dia 4 de março, quando o então prefeito Antônio Furlan e outras pessoas ligadas à gestão municipal foram afastados de suas funções.
Na nota, a assessoria afirma que a médica tem mais de 20 anos de atuação na área da saúde no Amapá e que sempre exerceu suas atividades “de forma autônoma e independente”. O texto sustenta ainda que ela não possui qualquer relação com os fatos investigados na operação e que nunca exerceu função administrativa, política ou de gestão na Prefeitura de Macapá.


A médica afirmou que vai tomar medidas legais contra responsáveis por notícias falsas
A nota também ressalta que Isabella foi casada com Antônio Furlan, mas que a relação conjugal foi dissolvida há 17 anos, mantendo entre os dois apenas o vínculo de parentalidade em razão dos filhos.
Ainda segundo o documento, a médica não foi formalmente intimada ou ouvida até o momento pelas autoridades responsáveis pela investigação. A assessoria afirma que causa “estranheza” a associação do nome dela aos fatos investigados.
Por fim, a nota diz que Isabella confia no trabalho das instituições responsáveis pela condução das investigações e informa que acompanha a divulgação de informações a seu respeito para adotar medidas legais contra notícias consideradas falsas ou que atentem contra sua honra, imagem e reputação.
