Por JONHWENE SILVA, de Santana
O assassinato da jovem Anna Paula Viana Rodrigues, de 19 anos, no último dia 9 dentro do local onde trabalhava, no centro de Santana, a 17 quilômetros de Macapá, ganhou novos desdobramentos impactantes após avanço das investigações da Polícia Civil do Amapá. Segundo os investigadores, além do assassinato, há indícios de que a vítima também foi submetida a violência sexual.
De acordo com o delegado Anderson Ramos, da 1ª Delegacia de Polícia de Santana, laudos periciais confirmaram a ocorrência de atos libidinosos, reforçando a linha investigativa, mesmo diante da negativa do suspeito.
“Nós conseguimos comprovar que houve o estupro, não na modalidade conjunção carnal, mas nos atos libidinosos. Ele abriu o botão e o zíper da calça da vítima e, em seguida, tocou nas partes íntimas da jovem. Isso caracteriza o estupro consumado e deverá ser mais um agravante nas penas do acusado”, afirmou Ramos.
Provas e alça de mochila
As investigações apontam ainda que Cláudio Pacheco, conhecido como “Coringa”, teria tentado dificultar o trabalho da polícia. Segundo a apuração, ele retirou cabos, modem e câmeras de segurança do local, numa tentativa de evitar identificação por imagens. Além disso, teria passado tinta nas mãos da vítima para interferir na coleta de material genético durante a perícia.

Loja onde Anna Paula trabalhava e foi atacada. Foto: Rodrigo Índio/Portal SelesNafes.com (SN)

Coringa foi preso horas depois do cirme
Mesmo sem confissão, a Polícia Civil afirma que reuniu provas técnicas consideradas robustas, incluindo evidências digitais e biológicas, suficientes para sustentar a responsabilização do suspeito.
“Todas essas provas que reunimos já foram encaminhadas ao Ministério Público para que sejam incluídas no processo. São pelo menos três tipos de crimes que deverão agravar a pena do acusado”, destacou o delegado.
Ainda segundo Anderson Ramos, o suspeito teria utilizado uma alça de mochila para asfixiar a vítima, em vez das mãos. Com a conclusão do inquérito, ele deverá responder por latrocínio consumado, violência sexual e fraude processual qualificada.
O caso foi encaminhado à Justiça, que irá decidir sobre o recebimento da denúncia e os próximos passos do processo.
