Pesca do mapará é liberada e vira celebração

Fim do defeso é marcado por festa no Rio Tocantins e pelo tradicional “borqueio”, símbolo da cultura e da economia ribeirinha no Pará
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Por PEDRO PESSOA, de Belém (PA)

A abertura da temporada de pesca do mapará movimentou o Rio Tocantins, em Igarapé-Miri, no nordeste do Pará. Dezenas de embarcações ocuparam as águas logo nas primeiras horas do dia, marcando o fim do período do defeso e o retorno oficial de uma das principais atividades econômicas do Baixo Tocantins.

Durante quatro meses, a pesca ficou suspensa para garantir a reprodução da espécie. Nesse intervalo, além de aguardar a liberação oficial, pescadores das próprias comunidades participaram da fiscalização para evitar a captura irregular. Com a retomada autorizada, o clima foi de expectativa e celebração entre os ribeirinhos.

Impressionante imagem de drone

Governador do Pará, Helder Barbalho, participou do evento. Fotos: Agência Pará

O ponto alto da programação foi o tradicional “borqueio”, técnica coletiva em que as embarcações se posicionam em círculo para cercar o cardume de mapará. A estratégia exige coordenação e trabalho em equipe. Após a identificação do ponto onde o peixe se concentra, os barcos fecham o cerco, as redes são lançadas e a puxada é feita de forma conjunta, reunindo força, técnica e experiência dos pescadores.

“Esse momento é muito importante pra nós. A abertura da pesca pra nós é uma festa (…) isso aqui é tudo, é a nossa vida, nós dependemos da pesca, nós vivemos de pesca”, afirmou o pescador Veldemar Moraes.

Considerado um dos principais polos da pesca do mapará na região, Igarapé-Miri integra, ao lado de Cametá, Limoeiro do Ajuru, Abaetetuba e Oeiras do Pará, a rota produtiva que abastece feiras e mercados do estado. Ao todo, 55 comunidades participam diretamente da atividade.

Além da importância econômica, a abertura da temporada tem forte valor cultural. Para os moradores da região, o mapará é símbolo da culinária e da tradição local. Com o início da pesca, a expectativa é de uma boa safra e do fortalecimento da economia ribeirinha ao longo dos próximos meses.

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