Prefeito encontra escola municipal em reforma há 3 anos ainda inacabada

Pedro Dalua determinou que escola Amapá seja concluída e devolvida à comunidade; alunos seguem em prédio improvisado
Compartilhamentos

Por SELES NAFES, de Macapá (AP)

Uma das escolas municipais mais tradicionais de Macapá vai continuar fechada por bastante tempo. Apesar de a reforma ter iniciado há quase três anos, ainda na gestão do então prefeito Antônio Furlan (PSD), o colégio está longe de ser concluído, como constatou nesta terça-feira (31) o prefeito em exercício, Pedro Dalua (União). Acompanhado de pais de alunos e equipes das secretarias de Educação e Obras, Dalua encontrou salas, banheiros e demais dependências sem qualquer tipo de acabamento. A situação interna contrasta com a aparência externa do prédio, que dá a impressão de obra concluída.

“Não tinha a mínima condição de ser entregue no dia 20 de março. Ao chegar, encontrei uma realidade bem diferente do que foi anunciado. A estrutura ainda está longe do ideal: faltam telhas, os banheiros não estão finalizados, salas incompletas e praticamente nenhum avanço recente na obra”, afirmou.

Em outubro do ano passado, o Portal SelesNafes.Com já havia visitado a escola e constatado um cenário de abandono, com obras paralisadas havia mais de dois anos. A ordem de serviço foi assinada em abril de 2023, com valor inicial de R$ 930 mil, mas um novo contrato elevou o custo da reforma para R$ 2,7 milhões.

“Muitos serviços não estão prontos. Piso, telhado, que está com muitos vazamentos. A quadra quase não foi vencida (concluída). Foram iniciados alguns serviços de demolição, mas não conseguiu avançar na quadra. Não tem condições de entregar”, explicou o secretário de Obras, Leonardo Bruno.

A Escola Amapá, localizada na avenida Jovino Dinoá, no bairro Beirol, atendia cerca de 450 alunos do 1º ao 5º ano. Diante do cenário, Dalua determinou a elaboração de um novo plano de obras, mais realista, para viabilizar a entrega da unidade à comunidade.

Pais de alunos também demonstraram preocupação com as condições do prédio alugado para onde os estudantes foram transferidos. Uma das mães relatou precariedade no espaço utilizado provisoriamente.

“Na área de convivência estava ruim para nós adultos, imagina para as crianças. A gente não tinha noção do que as crianças estavam passando. Eu pensei: ‘não acredito que a minha filha brinca e lancha ali’”, disse.

A secretária de Educação, Karina Alfaia, afirmou que a equipe técnica já iniciou os encaminhamentos para aquisição de equipamentos necessários ao funcionamento da escola, como centrais de ar e bebedouros.

Seles Nafes
Compartilhamentos
Insira suas palavras de pesquisa e pressione Enter.
error: Conteúdo Protegido!!