Prefeitura não descarta rescisão com a Nova Macapá após 4ª paralisação parcial

Mesmo tendo recebido R$ 500 mil, empresa iniciou nova operação tartaruga
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Por SELES NAFES

Depois da paralisação do último dia 19, a empresa Nova Macapá iniciou mais uma “operação tartaruga”. Neste domingo (22), apenas metade dos ônibus previstos estava em circulação, deixando o macapaense por horas nas paradas, mesmo após o recebimento de R$ 537 mil por ordem do prefeito em exercício Pedro Dalua (União). De acordo com o porta-voz da prefeitura, Renivaldo Costa, o diálogo vai continuar, mas a rescisão de contrato não está descartada.

Uma equipe da CTMac esteve na sede da empresa e apurou que, dos 40 veículos que deveriam estar em circulação em um domingo, apenas 20 estavam operando. No entanto, mesmo em dias úteis, a empresa não vem cumprindo o contrato firmado em janeiro de 2025 com a gestão Furlan (PSD), que teria deixado uma dívida de R$ 15 milhões com a empresa.

No fim do ano passado, a empresa chegou a paralisar duas vezes para tentar forçar o então prefeito a pagar subsídios e bilhetagem em atraso. Após a renúncia de Furlan, afastado a pedido da Polícia Federal, a CTMac e a prefeitura já notificaram a empresa duas vezes, nos dias 19 e 21.

“Ela tem o dever de deixar pelo menos 30% da frota em circulação e de avisar de forma antecipada uma paralisação parcial”, explicou o novo presidente da CTMac, Michel Braz.

Equipe da CTMAc ontem (21) durante mais uma paralisação parcial

Em dias normais também há problemas. Dos 100 ônibus que a empresa e a prefeitura anunciaram em janeiro de 2025, apenas 46 estão circulando nas 26 linhas da Nova Macapá, o que representa uma média de 2,2 veículos por linha. A capital é atendida por apenas duas empresas: Nova Macapá (80% das linhas) e a Expresso Marco Zero.

O porta-voz da prefeitura, Renivaldo Costa, disse que, para o prefeito Pedro Dalua, a regularização do transporte público é uma das prioridades da gestão e que seguirá buscando diálogo com representantes da empresa, sediada em São Paulo, antes de adotar medidas mais severas.

“O tratamento para as duas empresas tem sido igual. Mas temos percebido que a Nova Macapá tem causado transtornos. Foi notificada duas vezes, mas o prefeito vai tentar manter o diálogo. Se não der resultado, vai a ver outra alternativa se não a rescisão do contrato estabelecido em janeiro de 2025. O que não pode é a população ser penalizada por esses sucessivos transtornos”, concluiu.

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