TSE rejeita recurso e torna Breno Almeida inelegível por 8 anos

Ex-prefeito de Oiapoque teve defesa negada por unanimidade; Corte manteve cassação por abuso de poder político
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Por SELES NAFES, de Macapá (AP)

O TSE sepultou de vez as pretensões de Breno Almeida (PP) de voltar a comandar a Prefeitura de Oiapoque, cidade a 17 km de Macapá. Por maioria, nesta quinta-feira (26), os ministros rejeitaram o recurso da defesa, que alegava cerceamento de defesa, ilegalidade das provas e origem lícita dos valores.

Os valores, neste caso, foram os R$ 100 mil apreendidos pela Polícia Federal na véspera da eleição de outubro de 2024, quando Breno foi preso na companhia de secretários e com um caderno contendo nomes de destinatários do dinheiro.

Ao relatar seu voto, o ministro André Mendonça destacou que pouco importa se o dinheiro era legal. Ele também ressaltou a participação de secretários municipais, configurando abuso do poder político.

“Ele mesmo foi preso com R$ 100 mil. Está provada sua participação direta nos fatos. Não eram simplesmente servidores, eram secretários municipais no momento da apreensão”, comentou.

“Pouco importa se o dinheiro era lícito, todas as evidências apontam para uso ilícito”, acrescentou.

No fim do ano passado, o TRE cassou o diploma e o mandato de Breno, anulando as eleições. Um novo pleito foi marcado para o dia 12 de abril. Três candidatos estão na disputa. Com a decisão de hoje, o acórdão do TRE do Amapá foi mantido na íntegra, deixando Breno Almeida inelegível por oito anos.

Seles Nafes
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