Por SELES NAFES, de Macapá (AP)
O ex-governador e atual ministro da Integração Nacional, Waldez Góes, desistiu de concorrer ao Senado nas eleições deste ano, projeto que ele vinha costurando nos bastidores e com sua forte base de apoiadores desde o ano passado. Em uma nota nas redes sociais, o presidente do PDT do Amapá anunciou que estava aceitando “a missão” de permanecer a convite do presidente Lula, mas há outras razões.
“Aceitei essa missão com honra e senso de responsabilidade. Seguiremos dando continuidade ao trabalho iniciado em janeiro de 2023, o que me leva, neste momento, a adiar o projeto de disputar um novo cargo eletivo. Permaneço no ministério com o compromisso de dedicação integral ao projeto liderado pelo Presidente, trabalhando pelo desenvolvimento do país e pela redução das desigualdades regionais”, postou.
Indicado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União), Waldez, aos 64 anos, entrou no 4º ano à frente de uma das pastas com maior orçamento do governo federal, responsável por respostas em casos de catástrofes, por exemplo, mas também pela Codevasf, companhia que já investiu algumas centenas de milhões de reais em obras e projetos de desenvolvimento dos municípios no Amapá.

Com Clécio e Davi em Mazagão: grupo se prepara para outubro. Foto: Seles Nafes/Arquivo Portal SN

Ao ser anunciado como ministro, em janeiro de 2023
Foi o único, até agora, a ter governado o Amapá por quatro vezes nas primeiras duas décadas dos anos 2000. Em 2022, ele optou por não renunciar para terminar o mandato e trabalhar na eleição de Clécio Luís (União), que venceu ainda no primeiro turno. Foi a primeira vez na longa carreira que não concorreu em pleito, gesto que se repete agora.
Waldez não vinha pontuando bem nas pesquisas, sempre aparecendo em quarto para uma campanha que terá apenas duas vagas para o Senado e tem como protagonistas Rayssa Furlan (Podemos) e Randolfe Rodrigues (PT). Entre os motivos desse resultado estão a dedicação quase que exclusiva à gestão do ministério, o que o obriga a ficar em Brasília e a viajar pelo Brasil.
Esse fenômeno, que tragou outros políticos com cargos em Brasília, gera longos períodos longe da terra natal, o que reduz a capacidade de percorrer os municípios em pré-campanha.
Apesar de não concorrer, Waldez e o PDT estarão na campanha com força total, desta vez pela reeleição de Clécio.
