Menino de 5 anos rouba a cena ao dançar em quadrilha matuta de Macapá

Filho de um quadrilheiro veterano, Arthur Gabriel cresceu acompanhando os ensaios
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Por RODRIGO ÍNDIO, de Macapá (AP)

No bairro São Lázaro, na zona norte de Macapá, um garoto de apenas 5 anos tem dado uma aula de cultura e dedicação. Arthur Gabriel não é apenas mais um rosto no ensaio da quadrilha junina tradicional As Paniquetes dos Matutos, mas o centro das atenções de todos que acompanham os preparativos do grupo.

Seu amor pela festança não surgiu por acaso. Ele é filho de Anderson Almeida, um quadrilheiro veterano que sempre levou o pequeno para acompanhar de perto a energia dos arraiais. Ao lado dele, a mãe, Carla Cristina, é presença confirmada nos ensaios, dando todo o suporte necessário para o filho brilhar.

Mesmo sendo seu primeiro ano como brincante oficial, o menino já chama atenção pela segurança nos passos. Fotos: Arquivo familiar

O casal se emociona ao ver que o incentivo em casa se transformou em paixão genuína. Para os pais, a disciplina do filho é o que mais impressiona.

“Como pais, sentimos um orgulho imenso e muita felicidade ao ver ele ensaiando feito gente grande. Quando dá o horário, é ele quem nos avisa que está na hora de ir para a quadrilha, porque ele diz que não pode faltar de jeito nenhum”, relatam Anderson e Carla.

Todas as noites, quando chega na quadra da Escola Estadual Esther Virgolino, basta a música começar para o pequeno se transformar. Com uma segurança que impõe respeito e uma “matutagem” que arranca sorrisos, ele tem chamado a atenção pelo jeito de olhar e pelo prazer nítido de estar ali.

Embora seja seu primeiro ano como brincante oficial, Arthur mostra que tamanho não é documento e que já sabe comandar o terreiro com seus passos marcados.

Os pais, Anderson Almeida e Carla Cristina, acompanham de perto cada ensaio e se emocionam ao ver a dedicação do filho à tradição junina

Para a diretoria da quadrilha, a presença de Arthur Gabriel se tornou um símbolo de renovação. O empenho do menino contagia os componentes mais experientes do grupo, que veem nele o futuro do movimento junino.

“Ter um brincante dessa idade no grupo é uma verdadeira inspiração. Ele nos motiva e incentiva todos os outros integrantes ao vermos alguém tão pequenino dando esse show de matutagem. É um renovo para o nosso São João”, afirma a diretoria das Paniquetes.

Para a diretoria da quadrilha As Paniquetes dos Matutos, a presença do pequeno dançarino representa renovação do movimento junino em Macapá

Em um mundo cada vez mais digital, ver Arthur Gabriel trocando as telas pelo ritmo do ensaio é um alento. O São João de Macapá ganhou um novo protagonista que, com pouca idade, já dança com a força de um gigante.

Seles Nafes
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