Páscoa exige atenção redobrada ao consumo de chocolate por crianças

Nutricionista orienta moderação e atenção aos sinais de exagero na alimentação
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Por LEONARDO MELO, de Macapá (AP)

A chegada da Páscoa traz consigo uma tradição marcada pelo consumo de chocolates, especialmente entre o público infantil. Apesar do clima festivo, especialistas alertam que o excesso pode trazer riscos à saúde das crianças e recomendam moderação por parte das famílias.

O chocolate, sobretudo ao leite e os mais industrializados, possui altos índices de açúcar e gordura. Quando consumido em grande quantidade, pode provocar sintomas imediatos como náuseas, dores abdominais e diarreia. Em casos mais severos, o excesso pode contribuir para o aumento da glicemia e favorecer problemas metabólicos.

De acordo com a nutricionista do Hospital da Criança e do Adolescente, Rachel Costa, o consumo precisa ser equilibrado e acompanhado pelos responsáveis.

“O ideal é consumir pequenas porções, de 20 a 30 gramas por dia, evitando beliscar ao longo do dia, o que aumenta muito a quantidade ingerida”, orienta Rachel.

A especialista reforça que o chocolate pode fazer parte da alimentação, desde que haja controle.

“O chocolate não precisa ser totalmente proibido, mas o consumo deve ser controlado e orientado, principalmente entre as crianças, por causa do excesso de açúcar e do estímulo exagerado”, destaca.

A nutricionista Rachel Costa reforça que o segredo está na moderação. Foto: Leonardo Melo/SelesNafes.com

Rachel também chama atenção para os efeitos do exagero.

“O chocolate não é um vilão, o problema está no excesso. Consumir pouco, com qualidade, pode trazer benefícios como melhora do humor e ação antioxidante. Já o exagero pode causar ganho de peso, desconfortos gastrointestinais, diarreia e aumento da glicemia”, conclui a nutricionista.

A hidratação e a manutenção de uma alimentação balanceada durante o período também são fundamentais. Frutas, sucos naturais e refeições regulares ajudam a reduzir os impactos do consumo de doces no organismo infantil.

Mais do que restringir, especialistas defendem que a data seja uma oportunidade para ensinar hábitos saudáveis desde cedo. O equilíbrio entre o prazer do consumo e os cuidados com a saúde é o principal caminho para garantir uma Páscoa segura e sem prejuízos ao bem-estar das crianças.

Seles Nafes
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