Quase quebrada, MacapáPrev passa por pente-fino do Ministério da Previdência

Servidores sendo atendidos no instituto, que passa por fiscalização federal; auditores analisam aplicações financeiras, repasses e decisões administrativas desde 2022
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Por SELES NAFES, de Macapá (AP)

O Ministério da Previdência Social iniciou uma auditoria, esta semana, na Macapá Previdência (MacapáPrev), o instituto quase quebrado da prefeitura da capital. O gabinete de emergência, que assumiu a gestão após o afastamento do então prefeito Antônio Furlan (PSD), já tinha informado, no início de março, que o instituto tem caixa para apenas sete meses de funcionamento. A fiscalização é conduzida por auditores da Receita Federal.

Os auditores estão reunindo documentos e informações detalhadas sobre os investimentos. A gestão municipal informou que vai garantir acesso integral aos dados solicitados, além de prestar apoio técnico às equipes durante todo o processo.

A auditoria examina operações financeiras a partir de 2022, incluindo aplicações em títulos públicos e diversos fundos de investimento privados. Também estão no escopo da análise documentos internos como atas, extratos bancários, políticas de investimento, critérios de decisão e processos de credenciamento de instituições financeiras.

O prazo inicial para envio da documentação é cinco dias antes da etapa presencial da auditoria. Ainda na primeira semana de março, após a nomeação do prefeito interino Pedro Dalua (União), a Macapaprev denunciou invasão do prédio e furto de HDs.

Dos R$ 272 milhões que a Macapaprev tinha em caixa até 2022, último ano da gestão Clécio, só restaram R$ 36 milhões até março deste ano, segundo dados oficiais.

Seles Nafes
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