Caminhão com toneladas de minério de ferro cai de ponte do DNIT

Estrutura cedeu durante a travessia de uma carreta carregada de minério e interrompeu o tráfego entre Pedra Branca do Amapari e Serra do Navio
Compartilhamentos

Por RODRIGO ÍNDIO, de Macapá (AP)

Um acidente chamou a atenção de moradores e motoristas na região central do interior do Amapá nesta sexta-feira (19). Uma carreta bitrem carregada com minério caiu dentro do Rio Água Fria, localizado na divisa entre os municípios de Pedra Branca do Amapari e Serra do Navio, após a ponte de madeira ceder parcialmente com o peso do veículo.

Imagens que circulam nas redes sociais mostram o momento de tensão logo após a queda, com um homem tentando socorrer o motorista que ficou preso na cabine da carreta, que ficou parcialmente submersa. Apesar da gravidade do cenário e do forte impacto, as informações preliminares indicam que ninguém ficou gravemente ferido.

Procurada pela reportagem, a Secretaria de Estado de Transportes (Setrap) informou que já tomou conhecimento do ocorrido, e esclareceu que a gestão e a manutenção do trecho e da ponte são de responsabilidade exclusiva do governo federal, por meio do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), e não do Executivo estadual.

Em entrevista, o secretário de Estado de Transportes, Marcos Alberto de Souza Jucá, destacou que a estrutura da ponte não apresentava sinais de fadiga ou apodrecimento, apontando o possível excesso de peso dos veículos de carga como o principal fator para o colapso.

Equipes aguardam a avaliação do DNIT para definir a recuperação da ponte e a retomada do tráfego na região. Fotos: reprodução

“O grande problema ali é que os veículos estão trafegando com peso muito acima do limite permitido para a ponte. O DNIT já alertou que a capacidade máxima é de 40 toneladas, mas as empresas continuam insistindo”, afirmou o secretário.

Segundo Jucá, carretas desse porte costumam trafegar pela região transportando entre 70 e 100 toneladas de carga. Ele levantou a hipótese de que o motorista possa ter saído dos trilhos deslizantes da ponte (pranchas de madeira que reforçam o caminho das rodas), causando o colapso de um dos lados da estrutura.

“Dá para ver bem na imagem que um lado da ponte permaneceu intacto e o outro tombou. Provavelmente, pelo peso excessivo, ao sair do deslizante, a estrutura não aguentou o impacto fora do ponto de reforço”, explicou Jucá, acrescentando que a equipe técnica do Estado já está levantando mais dados para formalizar o posicionamento do governo.

A reportagem entrou em contato com a superintendência do DNIT para obter um posicionamento sobre a fiscalização do limite de peso na via e as medidas que serão adotadas para a reconstrução da ponte e liberação do tráfego. Até o fechamento desta matéria, o órgão federal ainda não havia se pronunciado. O espaço segue aberto para manifestação.

Seles Nafes
Compartilhamentos
Insira suas palavras de pesquisa e pressione Enter.
error: Conteúdo Protegido!!