Por SELES NAFES
A justiça negou, pela 7ª vez, pedido de liberdade provisória para o policial penal acusado de trabalhar para uma facção dentro do Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen). A decisão foi da juíza Luciana Camargo, da 1ª Vara Criminal de Macapá.
A defesa do policial Anderson Luiz Dias da Silva, preso preventivamente há 9 meses, alegou que ele corre risco de morte em função de uma hérnia inguinal (região da virilha), e que por isso precisa de cirurgia urgente. Além disso, alegou que não há mais motivos para a manutenção da prisão.
Ao analisar o pedido, a magistrada disse que os documentos comprovam a doença, mas não o risco de morte. O Ministério Público também se posicionou de forma contrária ao pedido.
“Pelo contrário. O laudo médico apresentado revela que, embora o requerente necessite de cirurgia eletiva, há a possibilidade de encarceramento. Logo, a doença apresentada pelo requerente, como apontado pelo médico responsável pelo atendimento, não apresenta obstáculo à sua permanência em cárcere”, comentou.
Anderson Luiz foi preso pelas polícias Civil e Penal em agosto do ano passado acusado de atuar para facções com a entrada de drogas no presídio. Anderson, conhecido por colegas como “Olhos de Águia”, foi preso quando estava de plantão no Centro de Monitoramento do Iapen.
“Verifico que a prisão preventiva do requerente já foi objeto de reavaliação em outras seis oportunidades e que a ação penal já foi instruída, estando apenas em fase de diligências complementares requeridas pela própria defesa, de modo que não há que se falar em excesso de prazo”, concluiu a juíza.