Por LEONARDO MELO
Uma pequena casa construída em uma área pública na zona sul de Macapá se tornou centro de uma ocorrência policial na última quarta-feira (2). A Polícia Militar do Amapá prendeu a filha e o genro da responsável pelo imóvel, acusando-os de furto de energia e crime ambiental.
Após as prisões, os policiais teriam ordenado que os demais membros da família deixassem a área invadida. Maria da Conceição, avó de quatro crianças, permaneceu na casa, mas relatou estar profundamente abalada com a situação.
Ela contou que havia comprado madeira fiado e construído o imóvel no sábado (29), dia em que passou a morar no terreno, localizado às margens da Avenida dos Aimorés, próximo ao habitacional São José, no bairro Novo Buritizal.
“Os policiais chegaram sem ordem de despejo. Disseram que vão tacar fogo na casa, que é pra gente sair. Disseram que não importava onde a gente ia ficar, que iam tacar fogo na casa e era pra gente ir embora. Colocaram arma na cabeça da minha filha, do meu genro, e levaram eles algemados. Disseram que prenderam por causa da invasão, furto de água, de energia, e que tudo isso eles vão responder. E por crime ambiental por causa desse matinho aí”, comentou a avó das crianças.
Maria da Conceição disse ao Portal SN que uma equipe policial anterior tinha visitado a família antes da ação de ontem, informando que a famíia poderia esperar uma ordem judicial para deixar o local.

Maria da Conceição: disseram que iam tacar fogo
O 1º Batalhão da PM informou ao site que realizava patrulhamento no bairro Buritizal quando avistou um homem e uma mulher entrando na área pública. No local, os policiais constataram desmatamento e a presença de uma equipe da CEA Equatorial devido a uma ligação irregular de energia.
“Também estava presente uma viatura do Batalhão Ambiental da Polícia Militar, que lavrou um auto de infração ambiental por construção em área de preservação permanente e supressão de vegetação. Diante dos fatos, foi dada voz de prisão, e a mulher resistiu, desobedecendo às ordens dos agentes de segurança“, informou o batalhão em nota enviada ao Portal SN.
Apesar da ação policial, a família permanece na área alegando não saber saber para onde ir.