Por RODRIGO ÍNDIO
O Rio Amazonas foi o primeiro cenário que os olhos da amapaense Laura de Souza Almeida se acostumaram a ver. Mas a jovem, nascida em Santana, sempre soube que seu palco seria o mundo. Hoje, aos 20 anos, a menina que descobriu a paixão pela atuação aos 14, na escola Casa de Cena em Macapá, assina como Laura Nunnes e já colhe os frutos de uma corajosa mudança para São Paulo.
O mais novo e grandioso capítulo dessa jornada atende pelo nome de “Mensagem no Funeral”. A história propõe uma reflexão sobre vida, morte e vínculos familiares ao abordar temas como luto, identidade e paternidade.
O filme, dirigido por Breno Ferreira, marca a estreia de Laura no cinema nacional, e em grande estilo: dividindo sets com Renato Góes (destaque no remake de Vale Tudo) e Suzy Lopes (Guerreiros do Sol).

De Santana a São Paulo, a atriz apostou no sonho ainda adolescente…

… formou-se na Escola Wolf Maya e construiu, passo a passo, seu espaço no teatro e no audiovisual. Fotos: arquivo pessoal
A trajetória de Laura não foi feita apenas de aplausos, mas de persistência. Aos 17 anos, ela arrumou as malas e encarou o desafio da metrópole paulista para estudar na renomada Escola de Atores Wolf Maya.
“São Paulo é bem intimidador e estar longe da família é bem difícil”, confessa a atriz.
O esforço valeu a pena. Após passagens marcantes pelo teatro, como em “O Beijo no Asfalto” e “As Desventuras de Pinóquio”, Laura conquistou seu espaço no audiovisual. Antes do longa, ela já havia protagonizado o curta “Minha arte é o mais imortal que eu posso chegar” (2024) e a minissérie “Conexões” (2025).

Rodado em São Luís e Timon, no Maranhão, longa promove imersão nordestina e aborda temas como luto, identidade e vínculos familiares
Ao portal SelesNafes.com Laura Nunnes conversou sobre essa nova fase. Confira os principais trechos:
O que motivou você a trocar o Amapá por São Paulo tão jovem?
Laura Nunnes: Eu vim motivada a apostar no meu sonho de ser atriz! A minha vida mudou completamente desde que entrei na Wolf Maya. Fui seguindo o curso e, com 20 anos, recebi o convite do diretor Breno Ferreira para o filme.
Como foi a experiência de rodar “Mensagem no Funeral” no Nordeste?
Laura: Foi uma experiência muito louca e cheia de aprendizados! Vivemos uma imersão na cultura maranhense. Gravamos em São Luís e em Timon. Criei laços lindos com toda a equipe. É um filme muito sensível e divertido.
Você também tem uma estrada longa na dança, certo?
Laura: Sim! Além de atriz, sou bailarina. Danço há 12 anos. Acredito que toda essa bagagem de corpo e palco me ajudou a chegar onde estou hoje.
O filme já tem data para chegar ao público?
Laura: Ainda não. As gravações foram encerradas agora em dezembro de 2025, então ainda estamos no processo de pós-produção. Mas a expectativa é alta!
Qual o seu maior sonho daqui para frente?
Laura: Meu sonho é fazer minha arte e ver o mundo.
Enquanto a data de estreia de “Mensagem no Funeral” não é anunciada, o Amapá segue na torcida por sua “prata da casa”, que prova que o talento nortista não tem fronteiras.
