De Macapá (AP)
O projeto de retomada da atividade mineral no Amapá apresentado pela empresa Amapá Minerals prevê a geração de mais de mil empregos diretos, investimentos estimados em R$ 1,5 bilhão e licenciamento ambiental em andamento. A proposta foi apresentada durante reunião realizada nesta terça-feira (20), no Palácio do Setentrião, em Macapá, com a participação do governador Clécio Luís e do presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
O encontro teve como foco a reativação das operações minerais em Pedra Branca do Amapari, onde funcionava a antiga mina Tucano Gold, paralisada há cerca de quatro anos. Segundo a empresa, a expectativa é iniciar a produção no primeiro semestre de 2026, marcando a retomada de um setor considerado estratégico para a economia do estado.

Encontro discutiu próximos passos do projeto que prevê investimentos bilionários e geração de empregos com a retomada da mineração no estado. Fotos: Márcia do Carmo/Secom
Atualmente, a Amapá Minerals já mantém 707 trabalhadores em sua estrutura, sendo a maioria residentes da própria região. Do total de investimentos previstos, cerca de R$ 370 milhões já foram aplicados em estudos técnicos, adequações operacionais e preparação da área para o reinício das atividades.
Durante a reunião, o governador Clécio Luís afirmou que o estado dispõe de base legal, ambiental e técnica para conduzir a mineração de forma responsável. Já o senador Davi Alcolumbre destacou que o projeto representa a superação de entraves que historicamente dificultaram a exploração mineral no Amapá e pode transformar o potencial do setor em emprego e arrecadação.

Projeto prevê reativação da área onde operava a antiga mina Tucano Gold, paralisada há cerca de quatro anos, com início da produção estimado para 2026. Foto: Arquivo SN
A expectativa é que, ao longo da vida útil do empreendimento, estimada em mais de dez anos, a retomada da mineração gere cerca de R$ 600 milhões em receitas públicas, entre impostos, royalties e fundos compensatórios. O projeto segue em fase de licenciamento ambiental junto aos órgãos estaduais.
