Os bastidores da investigação que levou à prisão cabo da PM

Polícia apura desaparecimento de armas em batalhões onde militar atuou e investiga possível esquema de venda de armamentos e munições para criminosos
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Por LEONARDO MELO, de Macapá (AP)

Um cabo da Polícia Militar do Amapá suspeito de envolvimento com o comércio ilegal de armas de fogo foi preso em flagrante na tarde desta quinta-feira, 22, em Macapá, pelos crimes de posse ilegal de arma de fogo e porte ilegal de arma de fogo de uso restrito. Lotado atualmente no 1º Batalhão da PM, Diego Andrade já estava no radar da polícia desde quando atuava no município de Laranjal do Jari, segundo apurou o Portal SelesNafes.Com.

De acordo com o delegado Mauro Ramos, da Delegacia de Polícia Fluvial, a prisão foi resultado de uma denúncia anônima que apontava que um policial militar estaria vendendo armas e munições para criminosos, trazendo inclusive dados precisos sobre o suspeito e o veículo utilizado por ele.

“A gente fica triste por mais um membro da segurança pública ser preso. Mas tivemos a informação de que um homem se identificando como policial militar estaria oferecendo em grupos a venda de armamento”, explicou o delegado.

Com base na denúncia, o NOI, em conjunto com a Diretoria de Inteligência da Polícia Militar, passou a monitorar o investigado. A abordagem ocorreu no bairro das Pedrinhas, onde os policiais encontraram duas armas de fogo dentro do carro, uma registrada em nome do militar e outra com a numeração suprimida, de procedência duvidosa.

Armas encontradas com o policial e munição na residência dele

Colegas de farda fizeram a prisão

Delegado Mauro informou que há histórico de desaparecimento de armas em batalhões por onde o policial atuou

Já durante buscas na residência do acusado, os agentes localizaram ainda uma munição de fuzil.

“Ele não é instrutor de armamento e tiro. Não conseguiu justificar e nem comprovar porque estava com esse material, a arma e a munição. A denúncia era genérica, mas nos aprofundamos e descobrimos que ele fazia a busca por esse tipo de armamento em grupos de WhatsApp. Há históricos de por onde ele passou (trabalhando) houve desaparecimento de armas”, acrescentou.

O delegado informou que o policial foi autuado por porte ilegal de arma de fogo de caráter suprimido (numeração raspada) e por munição de uso restrito.

Agora as investigações continuam para apurar se o policial tem envolvimento no comércio ilegal de armas e se se há participação de terceiros no suposto esquema.

Seles Nafes
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