PM do Amapá se posiciona sobre prisão de cabo suspeito de vender armas ilegais

Quinta, 22: Policial é preso por colegas portando arma com numeração raspada
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Por SELES NAFES, de Macapá (AP)

A Polícia Militar do Amapá se manifestou oficialmente, neste sábado (24), sobre a prisão do cabo Diego Andrade, detido sob suspeita de comercializar armas ilegais por meio de grupos de WhatsApp. A prisão ocorreu na quinta-feira (23), mas, segundo o comando da corporação, a instituição já havia sido informada sobre a situação no dia anterior.

A operação contou com a participação de equipes da Rotam, companhia especializada do Bope. O militar estava lotado no 1º Batalhão da PM, em Macapá, após ter sido transferido de Laranjal do Jari. A Polícia Civil apura se o desaparecimento de armas em batalhões onde ele atuou tem relação com as suspeitas. No dia da prisão, os agentes apreenderam uma pistola com numeração raspada dentro do veículo do policial. Na residência dele, foi encontrada munição de fuzil.

Em nota enviada ao Portal SelesNafes.Com, a Polícia Militar afirmou que colaborou desde o início com as investigações:

“A Polícia Militar do Amapá informa que tomou conhecimento na última quarta-feira (22) dos fatos envolvendo um policial militar. De imediato, a instituição colaborou ativamente com as investigações, atuando de maneira transparente e responsável, em ação integrada com a Polícia Civil, que conduziu as investigações. A prisão do militar ocorreu no âmbito dessa cooperação entre as forças de segurança, reforçando assim o compromisso institucional com a legalidade, a ética e o respeito às leis”.

Armas encontradas com o policial e munição na residência dele

A PM evitou comentar sobre a conduta e suspeitas que recaem sobre o cabo, mas informou que instaurará procedimento administrativo interno para apurar o caso “assegurando o devido processo legal e contraditório, conforme prevê a legislação vigente”.

O cabo foi solto ontem durante audiência de custódia, mas será monitorado por tornozeleira eletrônica. Ele está proibido de voltar a trabalhar armado enquanto durar a investigação e o processo.

Seles Nafes
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