Delegado da PF alerta para multas de até R$ 30 mil no Carnaval

Fiscalização foca empresas clandestinas e exige profissionais treinados nos eventos em Macapá e Santana
Compartilhamentos

Por RODRIGO ÍNDIO, de Macapá (AP)

Com a chegada do período carnavalesco, a Polícia Federal (PF) deu início a uma ofensiva de fiscalização sobre as empresas de segurança privada que atuarão nos blocos e eventos no Amapá. O foco da operação são os polos de Macapá, especialmente no Sambódromo, e de Santana.

O objetivo é assegurar que apenas empresas autorizadas e profissionais devidamente treinados prestem serviço durante a folia, garantindo a integridade dos foliões e trabalhadores.

As equipes especializadas da PF realizarão vistorias constantes para checar a documentação das empresas, a regularidade dos vigilantes, o uso correto de uniformes e o estado dos equipamentos.

Segundo a instituição, essa supervisão é vital, já que o histórico e as reciclagens dos profissionais passam pelo crivo direto da Polícia Federal ao longo de todo o ano. Atualmente, o Amapá conta com 28 empresas autorizadas a operar no setor.

Contratantes devem exigir alvará da PF; uso de vigilantes clandestinos já foi registrado em carnavais anteriores. Foto: Rodrigo Índio/SelesNafes.com

Em entrevista, o Delegado Rafael Medeiros, chefe da delegacia de segurança privada, destacou a importância dessa mão de obra especializada em contextos de alta tensão.

“O profissional de eventos trabalha em situações hostis, que envolvem aglomeração, bebidas alcoólicas e ânimos alterados. É preciso capacitação técnica para evitar que uma intervenção mal executada coloque em risco a coletividade”, explicou o delegado.

A contratação de segurança clandestina — prática identificada em edições anteriores — pode trazer prejuízos pesados para os organizadores de eventos. As sanções financeiras variam de R$ 10 mil a R$ 30 mil. Especificamente em Santana, um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado com o Ministério Público prevê uma multa adicional de R$ 20 mil em caso de flagrante de vigilância irregular.

A Polícia Federal orienta que a população e os empresários podem ajudar no controle dessa atividade. Para o cidadão comum, o sinal mais claro de regularidade é o uso do fardamento padrão, devidamente identificado com o nome da empresa na frente e nas costas. Já para os contratantes, a orientação é simples:

“Basta exigir o Alvará da Polícia Federal, documento que habilita legalmente a empresa a operar no segmento”, reforçou Medeiros.

As ações de fiscalização fazem parte do planejamento estratégico de segurança pública para o Carnaval 2026, atuando de forma integrada com outros órgãos para promover um ambiente festivo e seguro para todos os amapaenses.

Seles Nafes
Compartilhamentos
Insira suas palavras de pesquisa e pressione Enter.
error: Conteúdo Protegido!!