Mangueira brilha na Sapucaí com homenagem a Mestre Sacaca e ao Amapá

Integração das caixas de marabaixo à bateria da Estação Primeira de Mangueira emocionou o público no Sambódromo do Rio de Janeiro
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Por RODRIGO ÍNDIO, de Macapá (AP)

Já passava das 4h da manhã desta segunda-feira (16) quando o surdo de primeira da Mangueira encontrou o pulsar das caixas de Marabaixo. O resultado foi uma simbiose cultural histórica. Ao apresentar o enredo “Mestre Sacaca do Encanto Tucuju – O Guardião da Amazônia Negra”, a tradicional agremiação carioca não apenas encerrou a primeira noite do Grupo Especial, mas se colocou como forte candidata ao título de 2026.

Em seu segundo ano na escola, o carnavalesco Sidnei França consolidou seu estilo com alegorias imensas e visualmente impactantes. O desfile não poupou luxo para narrar a vida de Sacaca, articulando seus saberes de cura e a força da cultura do Norte. As fantasias, ricas em detalhes e acabamento impecável, foram um dos pontos altos da noite, transformando o sambódromo em um mosaico da biodiversidade e da resistência tucuju.

Comissão de frente. Fotos: Site Carnavalesco

Viúva de Mestre Sacaca e familiares marcam presença na Sapucaí

Primeiro Casal

Um dos momentos mais arrepiantes do desfile foi a integração das caixas de Marabaixo à bateria. O som ancestral do Amapá deu um tom único à cadência do samba, celebrando a Amazônia Negra urbana e profunda. Nas alegorias e entre as alas, a família de Mestre Sacaca marcou presença, visivelmente emocionada ao ver o legado de seu patriarca imortalizado no maior espetáculo da Terra.

A Amazônia amapaense na avenida

Ala das baianas

Bateria

Desfile da Estação Primeira de Mangueira encerrou a primeira noite do Grupo Especial como forte candidata ao título

A crítica especializada foi quase unânime: a Mangueira fez a melhor apresentação da noite.

“A Mangueira conjugou força, beleza e uma identidade muito própria para fechar como a melhor o primeiro terço da festa dos bambas de 2026”, afirmaram analistas logo após a passagem da agremiação.

O encerramento foi digno de antologia. Após a passagem da última alegoria, o que se viu na Marquês de Sapucaí foi um verdadeiro arrastão de alegria. Componentes e público se uniram em uma só voz, celebrando o Amapá e a força da negritude amazônida.

Alegorias grandiosas levaram a assinatura do carnavalesco Sidnei França

Enredo destacou o legado cultural e espiritual de Mestre Sacaca

* Enredo exaltou a trajetória de Mestre Sacaca como símbolo da Amazônia Negra

Homenagem levou referências culturais do Amapá para o centro do espetáculo

Crítica especializada apontou a apresentação como a mais marcante da noite

Fantasias luxuosas da Estação Primeira de Mangueira destacaram biodiversidade e resistência amazônida

Fantasias luxuosas retrataram biodiversidade, ancestralidade e resistência amazônida

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