Por SELES NAFES, de Macapá
Uma imagem que circulou com força nos bastidores políticos nesta quarta-feira (25) revelou o desenho estratégico do bolsonarismo para as eleições nos estados. A foto mostra o planejamento manuscrito do senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República, com destaque para o Amapá, onde aparecem como alianças desejadas Rayssa, para o Senado, e o prefeito Antônio Furlan, para o governo do estado.
A imagem foi divulgada por portais nacionais como Congresso em Foco e Metrópoles, que destacaram a tentativa do PL de estruturar palanques regionais competitivos em estados estratégicos. A anotação “situação nos estados” foi registrada durante entrevista coletiva concedida por Flávio na sede nacional do PL, em Brasília, e teria sido escrita após reuniõescom a cúpula do partido, incluindo o presidente Valdemar Costa Neto.
Após visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro no Complexo da Papuda, o senador confirmou a jornalistas que as anotações são de sua autoria. No Amapá, o movimento chama atenção pelo caráter transversal das alianças.

Rayssa e o marido: relação estreita com Vinícius Gurgel

Equipes da PF no último dia 13 na residência de Vinícius Gurgel
Embora Furlan permaneça filiado ao MDB e Rayssa ao Podemos, ambos já contam com o apoio declarado do deputado federal Vinícius Gurgel, principal liderança do PL no estado. A adesão ocorre em um momento politicamente sensível, já que Gurgel foi alvo recente de uma operação da Polícia Federal que apura suposto esquema de propinas envolvendo ex-dirigentes do DNIT.
As anotações de Flávio também revelaram o alcance nacional da estratégia. No Rio de Janeiro, Flávio planeja lançar um nome do Centrão para o Senado, enquanto em São Paulo escreveu um lembrete direto: “ligar para o Tarcísio”, referência ao governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). O recado é claro: o bolsonarismo busca ampliar alianças, ocupar espaços e transformar projetos regionais, como o do Amapá, em peças de um tabuleiro político nacional.
