Por OLHO DE BOTO, de Macapá
Um homem de 26 anos foi executado com seis tiros na tarde desta quinta-feira (26), no bairro Ipê, na zona norte de Macapá. A vítima, identificada como Erlan da Silva e Silva, estava trabalhando em uma metalúrgica quando foi surpreendida por dois criminosos.
Atingido pelos disparos, Erlan ainda tentou correr, mas caiu às margens da Rua Pau Brasil com a Avenida dos Ipês, na área conhecida como Bosque, já sem vida. O crime mobilizou equipes da Polícia Militar, Polícia Civil e da perícia técnica.
O delegado Paulo Moraes, da Delegacia de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), esteve no local e confirmou que o caso apresenta claras características de execução.
“As informações são de que ele estava trabalhando em uma metalúrgica quando dois indivíduos chegaram e passaram a persegui-lo efetuando disparos. Ele ainda conseguiu correr alguns metros, mas caiu já em óbito”, afirmou.
Questionado sobre um possível envolvimento da vítima com organização criminosa, o delegado disse que, até o momento, não há confirmação.
“Conversamos com a mãe dele, mas ela não deu muitos detalhes. Vamos iniciar a investigação, coletar imagens e ouvir testemunhas para tentar elucidar o fato o mais rápido possível”, explicou.

Vítima correu até ser alcançada. Fotos: Olho de Boto

Peritos não encontraram estojos de munição, indicando que um revólver foi utilizado
De acordo com informações preliminares, os suspeitos chegaram a pé e fugiram correndo em direção ao final da avenida onde ocorreu o crime. Até agora, não há imagens que tenham registrado a execução, mas a polícia deve ouvir possíveis testemunhas nos próximos dias.
A perícia constatou seis perfurações por arma de fogo no corpo da vítima. Nenhum estojo de munição foi encontrado no local, o que indica que a arma utilizada pode ter sido um revólver.
“Os estojos podem ter sido recolhidos por populares, mas, possivelmente, foi revólver”, explicou o delegado.
Sobre antecedentes criminais, a Polícia Civil informou que há indícios de passagens anteriores, informação que ainda será confirmada oficialmente durante as investigações. Denúncias que possam ajudar a esclarecer o crime podem ser feitas de forma anônima pelo telefone (96) 99170-4302, com garantia de sigilo.

