Comissão aprova texto de Randolfe que zera PIS e Cofins na área de livre comércio de Macapá e Santana

Projeto aprovado no Senado equipara benefícios fiscais de Macapá e Santana aos de outras regiões da Amazônia e agora segue para a Câmara
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Brasília (DF)

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou, nesta terça-feira (17), o substitutivo ao projeto que zera o PIS/Pasep e Cofins para as Áreas de Livre Comércio da região amazônica, o que inclui a de Macapá e Santana (ALCMS). O incentivo é uma reivindicação do setor comercial em todos os estados da região.

O autor do texto é o senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), e inclui a equiparação para as ALCs de Tabatinga (AM), Macapá/Santana (AP), Brasiléia e Cruzeiro do Sul (AC) e Guajará-Mirim (RO). Como não foram apresentadas emendas na votação suplementar da comissão, o projeto deverá seguir diretamente para análise da Câmara dos Deputados, caso não haja recurso para apreciação no plenário do Senado.

Randolfe: Área de Livre Comércio de Macapá e Santana é equiparada à de Roraima Foto: Ascom/Câmara

Randolfe comemorou a aprovação da proposta e afirmou que a medida corrige uma distorção histórica que prejudicava o comércio amapaense há anos. Segundo ele, a mudança coloca o estado em condições mais justas de competitividade em relação a outras regiões beneficiadas por incentivos fiscais semelhantes.

“É uma vitória para as áreas de livre-comércio da Amazônia, uma vitória para a área de livre-comércio de Macapá e Santana. Acabamos de aprovar o nosso projeto de lei que equipara a área de livre-comércio de Macapá e Santana à de Roraima. Era uma injustiça que durava pelo menos seis anos, penalizava o comércio e sobrecarregava o preço do que é consumido no Amapá”, afirmou o senador.

O parlamentar também explicou que a tramitação da matéria continua no Congresso Nacional e destacou que a decisão do Senado já abre caminho para discussões jurídicas sobre o direito ao benefício fiscal.

“Somente a aprovação no Senado já possibilita que, judicialmente, possa ser discutido, rediscutindo o tema e o direito do comércio de Macapá seja assegurado”, concluiu.

A expectativa do setor comercial é que a desoneração tributária contribua para reduzir preços ao consumidor final. Parte inferior do formulário

Seles Nafes
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