Protesto marca 16 dias de silêncio de ex-prefeito sobre desvios apurados pela PF no Hospital Municipal

Cartazes com acusações contra ex-prefeito de Macapá, Antônio Furlan (PSD), foram espalhados nos tapumes da obra em referência à investigação da PF
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Por SELES NAFES, de Macapá (AP)

A obra do Hospital Municipal de Macapá, na zona norte da capital, anoiteceu coberta por cartazes em tom de protesto e acusação, numa clara referência à Operação Paroxismo, deflagrada pela Polícia Federal. A investigação apura fraudes em licitação e desvio de recursos públicos envolvendo a construção da unidade de saúde e tem como principal alvo o ex-prefeito de Macapá, Antônio Furlan (PSD).

Dezenas de cartazes foram colados nos tapumes de madeira que cercam o canteiro de obras, exibindo a imagem do ex-gestor e a frase: “Furlan roubou dinheiro dessa obra”. A ação teria ocorrido durante o feriado de 19 de março, dia de São José, padroeiro do estado, e chamou a atenção de moradores que circulam pela região. 

Dezenas de cartazes foram colados nos tapumes da obra. Foto: Reprodução

O hospital deveria ter sido entregue no dia 11 de fevereiro deste ano. O protesto ocorre em meio ao silêncio do ex-prefeito, que completou 16 dias sem se manifestar publicamente sobre as acusações. Furlan foi afastado do cargo no último dia 4 de março por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), atendendo a um pedido da Polícia Federal.

De acordo com as investigações, cerca de R$ 10 milhões teriam sido sacados, sendo que ao menos R$ 3 milhões teriam sido direcionados para contas de clínicas ligadas ao ex-prefeito e à então primeira-dama e pré-candidata ao Senado, Rayssa Furlan (Podemos). Ela também não comentou o caso até o momento.

Enquanto a obra segue cercada por denúncias e questionamentos, o episódio reforça a pressão pública por esclarecimentos.

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