Prefeitura anuncia pagamento a empresas de ônibus com salários atrasados

Repasse de subsídio busca evitar greve dos rodoviários e normalizar transporte público em Macapá
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Por SELES NAFES, de Macapá (AP)

O prefeito em exercício de Macapá, Pedro Dalua (União), anunciou nesta sexta-feira (20) que determinou o pagamento do subsídio de janeiro das empresas de ônibus. A decisão foi tomada durante encontro com representantes do Sindicato dos Rodoviários, categoria que enfrenta atraso de salários e benefícios e já anunciou uma greve para o próximo dia 26.

Na quinta-feira (19), a empresa Nova Macapá, responsável por cerca de 80% das linhas do transporte público da capital, chegou a paralisar as atividades devido ao atraso nos repasses — estimados em R$ 1,20 por passagem. A situação levou o prefeito até a garagem da empresa, onde conversou com funcionários e a gerência.

“É a 4ª vez que a Nova Macapá para. O gerente me falou que foi porque falta pagamento de subsídio, de acerto de bilhetagem e incentivos acertados e não cumpridos pela gestão que passou (Furlan). Determinei um levantamento para saber o que tem em caixa na CTMac para dar um desafogamento do que as empresas precisam para poder rodar”, afirmou Pedro Dalua.

Durante a reunião, o prefeito recebeu oficialmente do presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Amapá (Sincotrap), Max Délis, a notificação de greve da categoria.

“A CEA, bancos e cartões de crédito não esperam. Não é fácil estar com salários atrasados. Tem motorista que mora em Santana e vem todos os dias para Macapá para rodar. É um serviço que não pode parar. Espero que não chegue a esse momento. Tivemos duas assembleias onde deliberamos a greve. Se recebermos, a gente suspende a greve”, declarou o sindicalista ao entregar o comunicado.

Representantes do Sindicato dos Rodoviários entrega comunicado de greve: “Se a caregoria receber a gente suspende a greve”

Max Délis também demonstrou preocupação com a possibilidade de as empresas não priorizarem o pagamento dos salários e do vale-refeição mesmo após o recebimento dos subsídios. Dalua afirmou que as empresas garantiram a quitação dos vencimentos e disse que irá cobrar também o pagamento dos benefícios alimentares.

Debandada administrativa

O prefeito reconheceu que a gestão enfrenta dificuldades para regularizar pagamentos atrasados em diferentes setores, como o da limpeza urbana, que acumula cerca de cinco meses de débitos. Ele voltou a criticar a ausência de transição administrativa após o afastamento do ex-prefeito Antônio Furlan.

Segundo Dalua, a saída em massa de secretários agravou o cenário, deixando a nova equipe sem informações essenciais para dar continuidade à administração.

“Entramos num voo cego no dia 5 de março. Eu estava preparado para substituir dois secretários que foram afastados (Saúde e Finanças, o vice Mário Neto). Eu reuni com os secretários e pedi para eles não pagarem nada, pois poderiam ser incluídos no processo que afastou o prefeito. Fomos surpreendidos com pedidos de exoneração em massa”, relatou.

Seles Nafes
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