Por SELES NAFES, de Macapá (AP)
O prefeito de Macapá em exercício, Pedro Dalua (União), e o porta-voz da prefeitura, Renivaldo Costa, se posicionaram nesta quinta-feira (20) sobre a reportagem exibida pela Record News, no dia anterior, que os apontou como alvos de investigação do Ministério Público do Amapá por suposta lavagem de dinheiro e rachadinha. Em resposta, ambos apresentaram o arquivamento do procedimento, assinado pelo promotor João Paulo Furlan.
A reportagem afirmava que os dois são investigados por movimentação suspeita de R$ 5 milhões, entre 2018 e 2023, período em que foi deputado estadual e federal.
Durante a manifestação de hoje, os dois também revelaram que, mesmo com o arquivamento, um relatório de movimentação financeira foi distribuído pela Prefeitura de Macapá à imprensa à época em que a Câmara Municipal instaurou procedimento para investigar o então prefeito Antônio Furlan (PSD), acusado de agressão a jornalistas durante visita ao Hospital Municipal de Macapá.
Renivaldo Costa explicou que atuava como procurador de Dalua com plenos poderes, sendo responsável pela gestão financeira de valores do atual gestor. Segundo ele, os mais de R$ 2 milhões movimentados são provenientes de rendimentos próprios acumulados em três atividades profissionais distintas: jornalista, professor e pesquisador.

Arquivamento encaminhado pelo promotor João Furlan antes de vazamento de relatório financeiro
O porta-voz também relatou que, após a apuração sair da esfera do Ministério Público Federal e passar ao Ministério Público Estadual, chegou a procurar o promotor responsável pelo caso, João Paulo Furlan — irmão do ex-prefeito — colocando-se à disposição para apresentar documentos comprobatórios. Na ocasião, segundo ele, foi informado de que o procedimento seria arquivado.
“Descobri que o documento tinha sido distribuído pela equipe de comunicação da prefeitura de Macapá”, declarou Renivaldo Costa, ao sugerir possível uso político das informações.

